REsp 1633986 - ACORDAO
O acórdão decidiu que, em caso de alegação de danos morais por ajuizamento indevido de ação possessória, o ato violador é o próprio ajuizamento da ação (neste caso em 07/04/2004), de sorte que o termo inicial da prescrição se dá nessa data conforme art. 189 do Código Civil e teoria da actio nata; atos processuais subsequentes não configuram novos ilícitos que reiniciem a prescrição; como a pretensão foi proposta apenas em 2010, estava prescrita; além disso, qualquer revisão que exija reexame de matéria fático-probatória é vedada pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi negado.
- Parties
- Recorrente: Jair Rodrigues Barreto; Recorrente: José Francisco Rodrigues; Recorrida: Companhia Usina Cambahyba
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Colegiado Na Quarta Turma Acórdão Final (recurso Não Provido)
- Outcome
- Recurso especial não provido
- Legal Topics
- Prescrição, Danos Morais, Abuso Do Direito De Ação, Actio Nata, Termo Inicial Da Prescrição, Súmula 7/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Jair Rodrigues Barreto
Recorrente
José Francisco Rodrigues
Recorrente
Companhia Usina Cambahyba
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Colegiado Na Quarta Turma Acórdão Final (recurso Não Provido)
Legal Issues
- 1 Qual é o termo inicial da prescrição para pretensão de reparação por danos morais decorrente de ajuizamento indevido de ação possessória
- 2 Aplicabilidade da teoria da actio nata ao caso
- 3 Se atos processuais subsequentes (visitas de oficiais de justiça) configuram novos atos ilícitos que reiniciam a prescrição
Ratio Decidendi
O acórdão decidiu que, em caso de alegação de danos morais por ajuizamento indevido de ação possessória, o ato violador é o próprio ajuizamento da ação (neste caso em 07/04/2004), de sorte que o termo inicial da prescrição se dá nessa data conforme art. 189 do Código Civil e teoria da actio nata; atos processuais subsequentes não configuram novos ilícitos que reiniciem a prescrição; como a pretensão foi proposta apenas em 2010, estava prescrita; além disso, qualquer revisão que exija reexame de matéria fático-probatória é vedada pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi negado.
Court Disposition
Recurso especial não provido
Orders
- Negar provimento ao recurso especial
- Majorar em 10% a quantia já arbitrada a título de honorários advocatícios em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC
Full Case Text
Judgment text and source record
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