AREsp 2488103 - DECISAO
Houve omissão relevante do Tribunal de origem ao não se manifestar especificamente sobre a alegação de prescrição intercorrente decorrente do lapso temporal após a primeira tentativa de penhora frustrada; por violação do art. 489, §1º, IV, e art. 1.022, II, do CPC, o agravo foi conhecido e provido para anular o...
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- Parties
- Recorrente: MOSCA GRUPO NACIONAL DE SERVICOS LTDA. EM RECUPERACAO JUDICIAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Agravo Para Anulação Do Acórdão E Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem
- Outcome
- Conhecimento do agravo e provimento para anular o acórdão recorrido e determinar devolução dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento
- Legal Topics
- Prescrição Intercorrente, Exceção De Pré Executividade, Omissão Do Acórdão, Embargos De Declaração, Súmula 7/stj
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Parties
MOSCA GRUPO NACIONAL DE SERVICOS LTDA. EM RECUPERACAO JUDICIAL
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Agravo Para Anulação Do Acórdão E Devolução Dos Autos Ao Tribunal De Origem
Legal Issues
- 1 Omissão do Tribunal de origem quanto à alegação de prescrição intercorrente decorrente de mais de 5 anos desde a primeira tentativa infrutífera de penhora
- 2 Aplicação dos precedentes e súmulas do STJ (ex.: Súmula 314, REsp 1.340.553/RS) e a vedação ao reexame de fatos (Súmula 7/STJ)
- 3 Correção da omissão por meio de embargos de declaração e possibilidade de anulação do acórdão para novo julgamento
Ratio Decidendi
Houve omissão relevante do Tribunal de origem ao não se manifestar especificamente sobre a alegação de prescrição intercorrente decorrente do lapso temporal após a primeira tentativa de penhora frustrada; por violação do art. 489, §1º, IV, e art. 1.022, II, do CPC, o agravo foi conhecido e provido para anular o acórdão que julgou os embargos de declaração e devolver os autos ao Tribunal de origem para novo julgamento, a fim de que se pronuncie sobre o prazo decorrido e a ocorrência ou não da prescrição intercorrente.
Court Disposition
Conhecimento do agravo e provimento para anular o acórdão recorrido e determinar devolução dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento
Orders
- Anular o acórdão que julgou os embargos de declaração
- Determinar a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que se manifeste especificamente sobre o lapso temporal decorrido após a primeira penhora frustrada e a eventual ocorrência de prescrição intercorrente
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial interposto por MOSCA GRUPO NACIONAL DE SERVICOS LTDA. EM RECUPERACAO JUDICIAL contra acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (fls. 299-302), assim ementado: AGRAVO DE INSTRUMENTO - Exceção de Pré-executividade - Município de São Paulo - Prescrição originária e intercorrente afastadas pela decisão agravada - Inconformismo - Não acolhimento - Inexistência de inércia da exequente - Atraso que se deu exclusivamente pelo ofício judicial - Execução proposta em 1999 - Exceção de pré-executividade manejada em 2011 - Decisão proferida apenas em 2022 - Processo que, por diversas vezes e por muitos anos, aguardou a intimação da exequente em cartório, sem qualquer movimentação pelo ofício judicial - Inteligência da Súmula nº 106 do c. STJ - Prescrição originária e intercorrente afastadas - Decisão agravada mantida - RECURSO DESPROVIDO A parte recorrente opôs embargos de declaração contra a decisão recorrida, tendo sido estes negados (fls. 313-316). Em seguida, interpôs recurso especial, com fundamento no art. 105, III, a e c, da Constituição Federal, no qual sustenta que o acórdão recorrido teria violado o art. 40 da Lei n. 6.830/80; art. 489, §1º, IV; art. 927, III, §1º; 1.022; todos do CPC; bem como dissídio jurisprudencial em relação ao recurso especial n. 1.340.553/RS. O recurso especial foi inadmitido em relação aos arts. 489 e 1.022 do CPC por ter se considerado que o acórdão recorrido decidiu fundamentadamente todas as questões essenciais sob julgamento, em relação às demais violações, pela aplicação da Súmula n. 7/STJ e ainda por não ter demonstrado adequadamente o cotejo analítico (fls. 362-364), tendo a parte interposto o presente agravo. É o relatório. Passo a decidir. Uma vez presente os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso especial. O Código de Processo Civil considera omissa a decisão que incorra em qualquer uma das condutas descritas em seu art. 489, § 1º, não considerando fundamentada a decisão que: i) se limita à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; ii) emprega conceitos jurídicos indeterminados; iii) invoca motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; iv) não enfrenta todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; v) invoca precedente ou enunciado de Súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes, nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; e, vi) deixa de seguir enunciado de Súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. O inciso IV do §1º do art. 489 do Código de Processo Civil impõe um dever de enfrentamento pelo julgador dos argumentos que possuam aptidão, em tese, para infirmar a fundamentação do julgado embargado. Assim, para que se considere fundamentada a decisão, o juiz deve examinar todos os argumentos trazidos pelas partes que sejam capazes, por si sós e em tese, de infirmar a conclusão que embasou a decisão. Havendo omissão relevante por parte do juiz, que deixe de analisar o fundamento mencionado na alegação da parte, ocorrerá uma lacuna passível de correção por meio dos embargos de declaração. Sob a égide do atual Código de Processo Civil, não é mais admissível rejeitar os embargos de declaração sob o argumento isolado de que o juiz não teria a obrigação de se manifestar sobre todos os aspectos do caso ou mediante fundamentação genérica. Esposando o mesmo entendimento, precedentes desta Corte: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. CONTRATOS ADMINISTRATIVOS. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. APLICAÇÃO DE MULTA. ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. DESCABIMENTO. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. In casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II - Verifico omissão acerca de questão essencial ao deslinde da controvérsia e oportunamente suscitada, precipuamente, as considerações dos servidores sobre a existência do débito e a proposta de pagamento parcelado com desconto. Esta alegação constitui questão relevante oportunamente suscitada e que, se acolhida, poderia levar o julgamento a um resultado diverso do proclamado. Ademais, a não apreciação das teses, à luz dos dispositivos constitucional e infraconstitucional indicados a tempo e modo, impede o acesso à instância extraordinária. Recurso Especial provido. III - O Agravante não apresenta, no agravo, argumentos suficientes para desconstituir a decisão recorrida. IV - Em regra, descabe a imposição da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015 em razão do mero desprovimento do Agravo Interno em votação unânime, sendo necessária a configuração da manifesta inadmissibilidade ou improcedência do recurso a autorizar sua aplicação, o que não ocorreu no caso. V - Agravo Interno improvido (AgInt no REsp n. 2.056.483/TO, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 28/8/2023, DJe de 30/8/2023, grifo próprio). PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. ALEGADA NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, POR OMISSÕES DO ACÓRDÃO RECORRIDO. .. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022, II, DO CPC/2015 CONFIGURADA. OMISSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO SOBRE QUESTÃO RELEVANTE, OPORTUNAMENTE ALEGADA PELO ORA RECORRENTE, NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, OPOSTOS NA ORIGEM. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESSA EXTENSÃO, PARCIALMENTE PROVIDO. .. VII. Assiste razão ao recorrente, quanto à alegada omissão do acórdão impugnado no exame do conteúdo normativo dos arts. 141, 492 e 1.013, § 1º, do CPC/2015, que, segundo defende, impediriam a concessão da pensão por morte à viúva do de cujus, por julgamento ultra/extra petita, quando da apreciação da remessa necessária. Embora o juiz não esteja obrigado, em princípio, a rebater, pormenorizadamente, todas as questões trazidas pelas partes, nem a examinar todos os dispositivos legais que estas entendem pertinentes à solução da controvérsia, configura-se a negativa de prestação jurisprudencial quando o Tribunal deixa de se manifestar acerca de questão relevante, essencial à tese defendida pela parte - como no caso presente -, cuja apreciação, além de viabilizar futura discussão, no âmbito do Recurso Especial, poderia implicar, se acolhida, na eventual reforma, ainda que parcial, do julgado. Precedentes: STJ, REsp 1.720.126/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 13/04/2021; AgInt no AREsp 1.623.348/RO, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 12/05/2021; AgInt nos EDcl no REsp 1.702.509/SP, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES (Desembargador Federal convocado do TRF/5ª Região), QUARTA TURMA, DJe de 24/08/2018; AREsp 1.063.967/SP, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, Rel. p/ acórdão Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 19/12/2017; AgRg no REsp 1.425.259/PE, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 14/04/2015. VIII. Na espécie, considerando a omissão do Tribunal de origem em emitir pronunciamento acerca da alegada impossibilidade de converter a aposentadoria por invalidez, concedida pela sentença ao autor, em pensão por morte à viúva do de cujus, no julgamento da remessa oficial, à luz dos arts. 141, 492 e 1.013, § 1º, do CPC/2015, apesar de a matéria ter sido oportunamente suscitada pelo ora recorrente, nos Embargos de Declaração opostos na origem, resta configurada a negativa de prestação jurisdicional e a conseqüente violação ao art. 1.022, II, do CPC/2015. IX. Recurso Especial parcialmente conhecido, e, nessa extensão, parcialmente provido, para anular o acórdão proferido no julgamento dos Embargos de Declaração e devolver os autos ao Tribunal de origem, a fim de que seja proferido novo julgamento, suprindo a omissão apontada (REsp n. 1.954.011/PI, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 21/9/2021, DJe de 28/9/2021, grifo próprio). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INEXISTÊNCIA DE MANIFESTAÇÃO SOBRE PRECEDENTE QUE CORROBORA COM A TESE RECURSAL E QUE FORA UTILIZADO COMO RATIO DECIDENDI DA DECISÃO MONOCRÁTICA. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC CONFIGURADA. 1. O Diploma Processual estabelece quatro hipóteses de cabimento dos embargos de declaração, tratando-se de recurso de fundamentação vinculada, restrito a situações em que patente a existência de i) obscuridade, ii) contradição, iii) omissão e iv) erro material (art. 1.022). 2. Com relação à omissão do julgado, previu, ainda, em seu parágrafo único, que incidirá neste vício o julgado que incorrer em qualquer das condutas descritas no artigo 489, § 1º, do NCPC, entre as quais se destaca o inciso VI - "deixar de seguir enunciado de Súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento". 3. O acórdão recorrido, na hipótese, foi omisso, uma vez que, a despeito da oposição de embargos de declaração - pela ausência de manifestação sobre o precedente da Segunda Seção que corrobora com a sua tese recursal, sendo tal julgado, inclusive, utilizado como ratio decidendi da decisão agravada pelo Min. Relator -, não se manifestou de forma satisfatória sobre o ponto articulado. 4. Mostra-se imprescindível, no caso, que o Juízo aprecie o precedente indicado, seja para efetuar o distinguishing, seja para reconhecer a superação do posicionamento (overruling), não podendo ficar silente quanto ao ponto. 5. Embargos de declaração parcialmente providos. (EDcl no AgInt no AgInt no AREsp n. 165.721/BA, relator Ministro Lázaro Guimarães (Desembargador Convocado do TRF 5ª Região), relator para acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 7/8/2018, DJe de 25/9/2018, grifo próprio) No caso, verifico omissões acerca de questões essenciais ao deslinde da controvérsia e oportunamente suscitadas, precipuamente, a alegação de que teriam decorridos mais de 5 (cinco) anos desde a primeira tentativa infrutífera de penhora, o que deflagaria o prazo de contagem da prescrição intercorrente, segundo o recurso especial repetitivo n. 1.340.553/RS. Como se lê da peça de agravo de instrumento (fls. 10-13), a parte alegou a ocorrência de prescrição intercorrente por terem decorrido mais de 5 anos desde que fora certificada a primeira tentativa infrutífera de penhora, nos termos do recurso especial repetitivo n. 1.340.553/RS: III.2-DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. Ainda que não se reconheça a prescrição ordinária operada pela excessiva demora de 13 anos para a citação, o que se admite apenas em atenção ao princípio da eventualidade, resta consumada no presente caso a prescrição intercorrente. Isso porque, apresentada a exceção de pré-executividade em 20/05/2011 e realizada a citação por oficial de justiça em 21/09/2011, com posterior diligência infrutífera para a realização de penhora (fl. 110), o Exequente requereu a penhora on-line por ocasião da resposta à exceção, em 27/03/2012 (fl. 120), pedido que foi reiterado após mais de 5 anos, em 04/10/2017 (fl. 187), mas essa medida jamais foi efetivada. 24. A prescrição intercorrente ocorre no curso da execução fiscal, nas situações em que a parte exequente deixa de praticar atos efetivos visando à localização de bens do executado, com fundamento no art. 40 da Lei nº 6.830/80 e no art. 174 do CTN. 25. Consoante assentado por meio da Súmula 314 do C. STJ, "em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente". .. Por ocasião da citação do representante legal da Agravante, o Oficial de Justiça enfatizou que "Após transcorrido o prazo de lei deixei de proceder à penhora de bens por ser o endereço para diligências o endereço residencial do Sr. Alberto, onde encontram-se apenas bens de uso pessoal da família". (fl. 110). Entretanto, o Tribunal a quo não se manifestou sobre as alegações referentes à penhora frustrada e sobre a aplicação do referido precedente, tendo se debruçado exclusivamente sobre a ausência de culpa da parte exequente nas tentativas de citação. Tais alegações constituem questões relevantes oportunamente suscitadas em sede de embargos de declaração e que, se acolhidas, poderiam levar o julgamento a um resultado diverso do proclamado. Desse modo, o acórdão recorrido, neste caso concreto, efetivamente violou o artigo 489, §1º, IV, e art. 1.022, II, todos do Código de Processo Civil, uma vez que, a despeito da oposição de embargos de declaração, não se manifestou de forma satisfatória sobre os pontos articulados . Portanto, deve ser reconhecida a violação dos dispositivos supramencionados, para que seja dado provimento ao Recurso Especial para anular o v. acórdão recorrido, visto que o Tribunal a quo não sanou vício omissivo, a despeito dos Embargos de Declaração aviados para tanto. Uma vez que o Superior Tribunal de Justiça não pode reexaminar os fatos consignados no acórdão recorrido, sob pena de violação à Súmula n. 07/STJ, caberia, portanto, ao Tribunal de origem se pronunciar de modo específico sobre o lapso temporal decorrido após a primeira penhora frustrada, a fim de apurar a ocorrência da prescrição intercorrente. Isso posto, com fundamento no art. 932, V, do CPC, bem como na Súmula n. 568/STJ e art. 253, parágrafo único, II, c, do RISTJ, conheço do agravo, para dar provimento ao recurso especial, a fim de anular o acórdão que julgou os embargos de declaração, determinando a devolução dos autos ao Tribunal de origem, para novo julgamento do recurso. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/2015. Intimem-se. EMENTA