AREsp 1517750 - ACORDAO
Mantida a decisão agravada porque o acórdão de origem demonstrou, com base na moldura fática, que as subtrações de documentos foram realizadas com o fim de assegurar a prática do peculato-furto, configurando relação de dependência entre as condutas e justificando a aplicação do princípio da consunção; subsidiariamente, reconheceu-se que o art. 337 do CP é hipótese subsidiária e, quando a conduta integra contexto de crime mais grave, não há possibilidade de condenação autônoma; a alteração desse entendimento demandaria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ.
- Parties
- Agravante: Ministério Público Federal; Apelada: Isabelle Porto de Souza; Codenunciado: Rafael Lins Bahia
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental / Julgamento De Agravo Regimental Pela Sexta Turma
- Outcome
- Negado provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Princípio Da Consunção, Peculato Furto, Subtração De Documento, Súmula 7/stj, Art. 337 CP, Art. 312 CP, Continuidade Delitiva
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Ministério Público Federal
Agravante
Isabelle Porto de Souza
Apelada
Rafael Lins Bahia
Codenunciado
Procedural Posture
Agravo Regimental / Julgamento De Agravo Regimental Pela Sexta Turma
Legal Issues
- 1 Incidência do princípio da consunção na subtração de documentos (art. 337 CP) quando vinculada a peculato-furto
- 2 Possibilidade de condenação pelo art. 337 do CP diante da existência de crime mais grave (subsidiariedade)
- 3 Limites da revisão por esta Corte diante da Súmula 7/STJ quanto a matéria fática
Ratio Decidendi
Mantida a decisão agravada porque o acórdão de origem demonstrou, com base na moldura fática, que as subtrações de documentos foram realizadas com o fim de assegurar a prática do peculato-furto, configurando relação de dependência entre as condutas e justificando a aplicação do princípio da consunção; subsidiariamente, reconheceu-se que o art. 337 do CP é hipótese subsidiária e, quando a conduta integra contexto de crime mais grave, não há possibilidade de condenação autônoma; a alteração desse entendimento demandaria reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão agravada
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment