AREsp 2494384 - DECISAO

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Embora a posse de munição seja, em regra, crime de perigo abstrato, o Tribunal reconheceu que, no caso concreto, tratou‑se da apreensão de 6 munições calibre .357 Magnum intactas, desacompanhadas de dispositivo apto a deflagrá‑las e fora de contexto de suposta prática delitiva, o que afasta a lesividade ao bem jurídico tutelado e autoriza, excepcionalmente, a aplicação do princípio da insignificância, configurando atipicidade material e justificando a absolvição do réu do crime do art. 12 da Lei n. 10.826/2003.

Parties
Agravante/recorrente: EVANDRO JÚLIO; Órgão a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 February 2024
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Provimento Para Admitir E Julgar O Recurso Especial
Legal Topics
Princípio Da Insignificância, Posse De Munição, Lei Nº 10.826/2003, Crime De Perigo Abstrato, Atipicidade Material

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Parties

EVANDRO JÚLIO

Agravante/recorrente

Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina

Órgão a Quo

Procedural Posture

Agravo Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Provimento Para Admitir E Julgar O Recurso Especial

  1. 1 Aplicabilidade do princípio da insignificância ao crime de posse de munição desacompanhada de arma
  2. 2 Tipicidade material do crime de posse/porte de munição de uso permitido independentemente da quantidade
  3. 3 Necessidade de exame do contexto fático para reconhecer atipicidade material

Ratio Decidendi

Embora a posse de munição seja, em regra, crime de perigo abstrato, o Tribunal reconheceu que, no caso concreto, tratou‑se da apreensão de 6 munições calibre .357 Magnum intactas, desacompanhadas de dispositivo apto a deflagrá‑las e fora de contexto de suposta prática delitiva, o que afasta a lesividade ao bem jurídico tutelado e autoriza, excepcionalmente, a aplicação do princípio da insignificância, configurando atipicidade material e justificando a absolvição do réu do crime do art. 12 da Lei n. 10.826/2003.