HC 605821 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a manutenção da prisão preventiva do paciente por período excessivo (preso desde março de 2018 e sem previsão de julgamento após a pronúncia de 5/7/2019) configura coação ilegal; não se verificaram elementos aptos a demonstrar fumus boni iuris e periculum in mora suficientes para atribuir efeito suspensivo ao agravo do Parquet, e a pandemia de COVID-19, sem circunstâncias específicas que a justifiquem, não legitima dilação indefinida dos prazos processuais nem a prorrogação da custódia cautelar.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS; Paciente: GEAN GOMES DE CHAGAS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 June 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Agravo Regimental Interposto Contra Decisão Monocrática Que Concedeu Habeas Corpus E Relaxou a Prisão Preventiva Do Paciente
- Outcome
- Agravo regimental não provido; mantida a decisão que concedeu a ordem de habeas corpus relaxando a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Habeas Corpus, Pandemia/covid 19, Medidas Cautelares
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS
Agravante
GEAN GOMES DE CHAGAS
Paciente
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Agravo Regimental Interposto Contra Decisão Monocrática Que Concedeu Habeas Corpus E Relaxou a Prisão Preventiva Do Paciente
Legal Issues
- 1 Excesso de prazo na manutenção da prisão preventiva e configuração de coação ilegal
- 2 Possibilidade de concessão de tutela provisória para conferir efeito suspensivo ao recurso do Ministério Público
- 3 Valor e limites da justificativa da pandemia de COVID-19 para suspensão de atos processuais
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a manutenção da prisão preventiva do paciente por período excessivo (preso desde março de 2018 e sem previsão de julgamento após a pronúncia de 5/7/2019) configura coação ilegal; não se verificaram elementos aptos a demonstrar fumus boni iuris e periculum in mora suficientes para atribuir efeito suspensivo ao agravo do Parquet, e a pandemia de COVID-19, sem circunstâncias específicas que a justifiquem, não legitima dilação indefinida dos prazos processuais nem a prorrogação da custódia cautelar.
Court Disposition
Agravo regimental não provido; mantida a decisão que concedeu a ordem de habeas corpus relaxando a prisão preventiva do paciente
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado do Amazonas.
- Manter a ordem concedida no habeas corpus que reconheceu excesso de prazo e relaxou a prisão preventiva do paciente Gean Gomes de Chagas, com possibilidade de aplicação de medidas cautelares pelo juízo de origem, se cabíveis.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment