AREsp 2787363 - DECISAO
O Tribunal de origem concluiu, com base na análise fático-probatória, que a prisão em flagrante do recorrente ocorreu de forma lícita, apoiada em materialidade e indícios de autoria, não havendo prova de ilegalidade ou dolo por parte da autoridade policial; assim, a pretensão indenizatória por danos morais não foi demonstrada. A revisão desse entendimento demandaria revolver provas, o que é vedado pelo enunciado da Súmula 7/STJ, e alegação de ofensa ao art. 37, §6º da Constituição não é passível de exame no recurso especial, além de se verificar deficiência recursal quanto à menção aos arts. 186 e 927, razão pela qual o agravo foi conhecido para não conhecer do recurso especial.
- Parties
- Recorrente: JOÃO FRANCISCO COELHO; Recorrido: Estado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial (conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
- Outcome
- Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Prisão Em Flagrante, Danos Morais, Admissibilidade De Recurso Especial, Reexame De Provas (súmula 7/stj), Deficiência Recursal (súmula 284/stf)
Case Brief
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Parties
JOÃO FRANCISCO COELHO
Recorrente
Estado
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Admissibilidade Do Recurso Especial (conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade do recurso especial
- 2 Responsabilidade objetiva do Estado por prisão em flagrante e posterior absolvição
- 3 Possibilidade de reexame de prova em recurso especial (incidência da Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
O Tribunal de origem concluiu, com base na análise fático-probatória, que a prisão em flagrante do recorrente ocorreu de forma lícita, apoiada em materialidade e indícios de autoria, não havendo prova de ilegalidade ou dolo por parte da autoridade policial; assim, a pretensão indenizatória por danos morais não foi demonstrada. A revisão desse entendimento demandaria revolver provas, o que é vedado pelo enunciado da Súmula 7/STJ, e alegação de ofensa ao art. 37, §6º da Constituição não é passível de exame no recurso especial, além de se verificar deficiência recursal quanto à menção aos arts. 186 e 927, razão pela qual o agravo foi conhecido para não conhecer do recurso especial.
Court Disposition
Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Nos termos do art. 85 do CPC, majoro os honorários em favor do advogado da parte ora recorrida em mais 1% sobre o valor da causa, observada eventual gratuidade de justiça deferida.
Full Case Text
Judgment text and source record
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