HC 631814 - DECISAO
A obrigação prevista no parágrafo único do art. 316 do CPP de revisar, a cada 90 dias, a necessidade da prisão preventiva incumbe apenas ao órgão que decretou a prisão (órgão emissor). Após a prolação de sentença condenatória e o ingresso na fase recursal, a impugnação da custódia cautelar deve seguir as vias recursais ordinárias, não cabendo exigir dos tribunais revisores a revisão periódica de ofício. No caso concreto, o pedido de relaxamento foi indeferido pelo Desembargador Relator em 16/12/2020, inexistindo ilegalidade a ser sanada pelo STJ; assim, o habeas corpus foi conhecido em parte e, nessa extensão, denegado.
- Parties
- Paciente: ALEXANDER OLIVEIRA PAIVA; Autoridade Coatora: Desembargador Relator da Apelação n. 0013728-75.2018.8.19.0066
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 February 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Denegação Da Ordem)
- Outcome
- Ordem denegada em parte (habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegado)
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Revisão Periódica Da Prisão Preventiva, Art. 316 Do CPP, Tráfico De Drogas, Habeas Corpus
Case Brief
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Parties
ALEXANDER OLIVEIRA PAIVA
Paciente
Desembargador Relator da Apelação n. 0013728-75.2018.8.19.0066
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Denegação Da Ordem)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do parágrafo único do art. 316 do CPP aos tribunais que atuam como órgão revisor
- 2 Momento processual em que cessa o dever de revisão de ofício (após sentença condenatória)
- 3 Preclusão e vias adequadas de impugnação da custódia cautelar após formação de juízo de certeza
Ratio Decidendi
A obrigação prevista no parágrafo único do art. 316 do CPP de revisar, a cada 90 dias, a necessidade da prisão preventiva incumbe apenas ao órgão que decretou a prisão (órgão emissor). Após a prolação de sentença condenatória e o ingresso na fase recursal, a impugnação da custódia cautelar deve seguir as vias recursais ordinárias, não cabendo exigir dos tribunais revisores a revisão periódica de ofício. No caso concreto, o pedido de relaxamento foi indeferido pelo Desembargador Relator em 16/12/2020, inexistindo ilegalidade a ser sanada pelo STJ; assim, o habeas corpus foi conhecido em parte e, nessa extensão, denegado.
Court Disposition
Ordem denegada em parte (habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegado)
Orders
- CONHEÇO EM PARTE do habeas corpus e, nessa parte, DENEGO A ORDEM.
- Publique-se.
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Judgment text and source record
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