HC 871898 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o decreto de prisão preventiva está devidamente fundamentado na gravidade concreta do crime (concurso de agentes e disparo na face da vítima) e na reiteração delitiva demonstrada pelos maus antecedentes, circunstâncias que autorizam a custódia cautelar para preservação...
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- Parties
- Agravante: Lucas Julio Freitas de Moraes; Órgão a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 April 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus (agravo Regimental) / Julgamento Colegiado (sexta Turma)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; negar provimento ao recurso.
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Gravidade Concreta, Reiteração Delitiva, Roubo Majorado, Receptação
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Parties
Lucas Julio Freitas de Moraes
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus (agravo Regimental) / Julgamento Colegiado (sexta Turma)
Legal Issues
- 1 Legalidade e fundamentação da prisão preventiva
- 2 Valoração da gravidade concreta do crime como fundamento da prisão cautelar
- 3 Efeito dos maus antecedentes e reiteração delitiva na preservação da ordem pública
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o decreto de prisão preventiva está devidamente fundamentado na gravidade concreta do crime (concurso de agentes e disparo na face da vítima) e na reiteração delitiva demonstrada pelos maus antecedentes, circunstâncias que autorizam a custódia cautelar para preservação da ordem pública.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; negar provimento ao recurso.
Orders
- Nego provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão agravada por seus próprios fundamentos.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 09/04/2024 a 15/04/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. RECEPTAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. REQUISITOS PREENCHIDOS. PRISÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REITERAÇÃO DELITIVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A parte que se considerar agravada por decisão de relator, à exceção do indeferimento de liminar em procedimento de habeas corpus e recurso ordinário em habeas corpus, poderá requerer a apresentação do feito em mesa relativo à matéria penal em geral, para que a Corte Especial, a Seção ou a Turma sobre ela se pronuncie, confirmando-a ou reformando-a. 2. No caso, como já demonstrado no writ conexo, HC n. 862.941/SP, consta do decreto prisional fundamentação que deve ser considerada idônea, em razão da gravidade concreta do crime aferida pelas "circunstâncias em que foi cometido, uma vez que praticado em concurso de agentes e ainda desferiram um tiro na face da vítima", bem como pela reiteração delitiva evidenciada pelos maus antecedentes criminais. 3. "O Superior Tribunal de Justiça, de forma reiterada, registra entendimento no sentido de que a gravidade concreta da conduta, reveladora do potencial elevado grau de periculosidade do Agente e consubstanciada na alta reprovabilidade do modus operandi empregado na empreitada delitiva, é fundamento idôneo a lastrear a prisão preventiva, com o intuito de preservar a ordem pública" (AgRg no HC n. 790.898/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 28/4/2023.) 4. "Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a preservação da ordem pública justifica a imposição da prisão preventiva quando o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou mesmo ações penais em curso, porquanto tais circunstâncias denotam sua contumácia delitiva e, por via de consequência, sua periculosidade" (RHC n. 107.238/GO, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe de 12/3/2019.) 5. Agravo regimental desprovido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto em favor de Lucas Julio Freitas de Moraes contra a decisão que denegou o habeas corpus impetrado contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No presente agravo, a defesa repisa os argumentos de mérito do habeas corpus, sustentando a negativa de autoria. Ressalta que a instrução processual já se encerrou e que não há risco à vítima. Aduz que não há como comparar o presente habeas corpus com o HC 862.971/SP, uma vez que este habeas corpus versa sobre pontos que não foram abordados naquele habeas corpus. Postula, assim, a reconsideração da decisão, ou que o presente agravo seja submetido à apreciação do colegiado, pugnando pelo provimento. Por manter a decisão agravada, submeto o feito à Sexta Turma. É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. RECEPTAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. REQUISITOS PREENCHIDOS. PRISÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REITERAÇÃO DELITIVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A parte que se considerar agravada por decisão de relator, à exceção do indeferimento de liminar em procedimento de habeas corpus e recurso ordinário em habeas corpus, poderá requerer a apresentação do feito em mesa relativo à matéria penal em geral, para que a Corte Especial, a Seção ou a Turma sobre ela se pronuncie, confirmando-a ou reformando-a. 2. No caso, como já demonstrado no writ conexo, HC n. 862.941/SP, consta do decreto prisional fundamentação que deve ser considerada idônea, em razão da gravidade concreta do crime aferida pelas "circunstâncias em que foi cometido, uma vez que praticado em concurso de agentes e ainda desferiram um tiro na face da vítima", bem como pela reiteração delitiva evidenciada pelos maus antecedentes criminais. 3. "O Superior Tribunal de Justiça, de forma reiterada, registra entendimento no sentido de que a gravidade concreta da conduta, reveladora do potencial elevado grau de periculosidade do Agente e consubstanciada na alta reprovabilidade do modus operandi empregado na empreitada delitiva, é fundamento idôneo a lastrear a prisão preventiva, com o intuito de preservar a ordem pública" (AgRg no HC n. 790.898/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 28/4/2023.) 4. "Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a preservação da ordem pública justifica a imposição da prisão preventiva quando o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou mesmo ações penais em curso, porquanto tais circunstâncias denotam sua contumácia delitiva e, por via de consequência, sua periculosidade" (RHC n. 107.238/GO, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe de 12/3/2019.) 5. Agravo regimental desprovido. VOTO A parte que se considerar agravada por decisão de relator, à exceção do indeferimento de liminar em procedimento de habeas corpus e recurso ordinário em habeas corpus, poderá requerer a apresentação do feito em mesa relativo à matéria penal em geral, para que a Corte Especial, a Seção ou a Turma sobre ela se pronuncie, confirmando-a ou reformando-a. A defesa repisa os argumentos de mérito do habeas corpus, sustentando a negativa de autoria. Ressalta que a instrução processual já se encerrou e que não há risco à vítima. Aduz que não há como comparar o presente habeas corpus com o HC 862.971/SP, uma vez que este habeas corpus versa sobre pontos que não foram abordados naquele habeas corpus. Como consta na decisão agravada, como já demonstrado no writ conexo, HC 862.941/SP, consta do decreto prisional fundamentação que deve ser considerada idônea, em razão da gravidade concreta do crime aferida pelas "circunstâncias em que foi cometido, uma vez que praticado em concurso de agentes e ainda desferiram um tiro na face da vítima", bem como pela reiteração delitiva evidenciada pelos maus antecedentes criminais. "O Superior Tribunal de Justiça, de forma reiterada, registra entendimento no sentido de que a gravidade concreta da conduta, reveladora do potencial elevado grau de periculosidade do Agente e consubstanciada na alta reprovabilidade do modus operandi empregado na empreita da delitiva, é fundamento idôneo a lastrear a prisão preventiva, com o intuito de preservar a ordem pública" (AgRg no HC n. 790.898/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 28/4/2023.) "Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a preservação da ordem pública justifica a imposição da prisão preventiva quando o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou mesmo ações penais em curso, porquanto tais circunstâncias denotam sua contumácia delitiva e, por via de consequência, sua periculosidade" (RHC n. 107.238/GO, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe de 12/3/2019. ) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, mantendo a decisão agravada por seus próprios fundamentos. É o voto.