RHC 197073 - DECISAO
Houve perda de objeto do habeas corpus em razão de sentença de primeiro grau que declarou extinta a ação penal por litispendência e determinou a cessação de todas as medidas cautelares; por isso o recurso em habeas corpus foi julgado prejudicado.
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- Parties
- Recorrente: RAPHAEL JORDANN DE SOUZA MEDEIROS; Tribunal De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAIBA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado Prejudicado
- Outcome
- recurso em habeas corpus julgado prejudicado
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Litispendência, Extinção Da Ação Penal, Habeas Corpus, Medidas Cautelares Alternativas
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Parties
RAPHAEL JORDANN DE SOUZA MEDEIROS
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAIBA
Tribunal De Origem
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Recurso Em Habeas Corpus Julgado Prejudicado
Legal Issues
- 1 ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva (art. 312 do CPP)
- 2 fundamentação do decreto prisional
- 3 extinção da ação penal por litispendência e perda de objeto do habeas corpus
Ratio Decidendi
Houve perda de objeto do habeas corpus em razão de sentença de primeiro grau que declarou extinta a ação penal por litispendência e determinou a cessação de todas as medidas cautelares; por isso o recurso em habeas corpus foi julgado prejudicado.
Court Disposition
recurso em habeas corpus julgado prejudicado
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso em habeas corpus, com pedido liminar, interposto por RAPHAEL JORDANN DE SOUZA MEDEIROS, contra acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAIBA (HC n. 0804788-93.2024.8.15.0000). Consta que a recorrente foi preso em flagrante, convertida em preventiva, pela suposta prática do crime previsto no art. 12 da Lei n. 10.826/2003. Irresignada, a Defesa impetrou habeas corpus perante o Tribunal de origem, que denegou a ordem. Nesta insurgência, a parte impetrante alega, em síntese, que não se encontram presentes os requisitos autorizadores da prisão preventiva, previstos no art. 312 do Código de Processo Penal, e que o decreto prisional não apres enta fundamentação idônea. Informa que o recorrente possui condições pessoais favoráveis. Requer, em liminar e no mérito, a concessão da ordem para revogar a prisão preventiva, fixando, caso necessárias, cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP. O pedido liminar foi indeferido às fls. 117-119. As informações solicitadas foram prestadas às fls. 124-128. O Ministério Público Federal manifestou-se às fls. 133-136, opinando pelo não provimento da pretensão recursal. É o relatório. DECIDO. Em consulta ao endereço eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, pude constatar nos autos da Ação Penal n. 0800754-70.2024.8.15.0131 que, no dia 18/08/2024, o Juízo de primeiro grau sentenciou nos seguintes termos: julgo EXTINTA a presente ação penal sem resolução do mérito, em decorrência de litispendência, devendo cessar todas as medidas cautelares eventualmente aplicadas. Evidencia-se, portanto, a perda de objeto da presente insurgência. Ante o exposto, julgo pr ejudicado o recurso em habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA