HC 984724 - DECISAO
Embora as instâncias tenham fundamentado a prisão preventiva na garantia da ordem pública em razão da gravidade dos fatos e dos antecedentes, o juízo de revisão concluiu que, em juízo de proporcionalidade e diante da ausência de contemporaneidade dos antecedentes e da menor gravidade do modus operandi (furto sem...
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: KATIA VALERIA BORGES DOS SANTOS; Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (concessão Da Ordem)
- Outcome
- Ordem concedida para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas da prisão
- Legal Topics
- Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Reincidência, Habeas Corpus, Prisão Domiciliar, Proporcionalidade
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
KATIA VALERIA BORGES DOS SANTOS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Coatora
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (concessão Da Ordem)
Legal Issues
- 1 Substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas da prisão
- 2 Pedido de prisão domiciliar por problemas de saúde
- 3 Fundamentação da prisão preventiva com base na garantia da ordem pública e reincidência
Ratio Decidendi
Embora as instâncias tenham fundamentado a prisão preventiva na garantia da ordem pública em razão da gravidade dos fatos e dos antecedentes, o juízo de revisão concluiu que, em juízo de proporcionalidade e diante da ausência de contemporaneidade dos antecedentes e da menor gravidade do modus operandi (furto sem violência, mercadoria restituída, circunstâncias não indicativas de periculosidade acentuada), a custódia cautelar extrema era desproporcional; assim, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares diversas suficientes para resguardar a ordem pública e garantir a instrução do processo.
Court Disposition
Ordem concedida para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas da prisão
Orders
- Substituição da prisão preventiva pelas medidas cautelares previstas: comparecimento periódico em juízo para informar endereço e justificar atividades nas condições a serem fixadas pelo Juiz
- Proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência for conveniente ou necessária para investigação ou instrução
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO KATIA VALERIA BORGES DOS SANTOS alega sofrer coação ilegal em decorrência de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no Habeas Corpus n. 0107348-38.2024.8.19.0000. A defesa aduz, em síntese, que: o decreto constritivo carece de fundamentação suficiente, pois inexiste risco na liberdade; trata-se de pessoa com problemas de saúde, com residência fixa e família constituída; c) o crime não foi praticado com violência ou grave ameaça e o bem subtraído foi restituído pela própria paciente. Afirma que há incompatibilidade da prisão preventiva com o possível regime de pena a ser fixado no caso de sentença condenatória. Além disso, alega que já seria beneficiária, inclusive, de indulto. Por fim, e alternativamente, requer a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, sob o argumento de que a acusada apresenta graves problemas de saúde. Requer, em liminar e no mérito, a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas alternativas. Indeferida a liminar (fls. 641-642), sobrevieram informações do Juízo de primeiro grau (fls. 647-654). O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do habeas corpus e, se conhecido, pela denegação da ordem (fls. 149-153). Decido. I. Prisão Preventiva - substituição por medidas cautelares Depreende-se dos autos que a paciente foi presa em flagrante delito por furto qualificado, na data de 5/12/2024, quando aparentemente, passando-se por cliente, subtraiu para si, com outras três mulheres não identificadas, dois televisores de 32 polegadas, de propriedade da loja Ponto Frio, que foram localizados e restituídos. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva na audiência de custódia, ao argumento da presença de gravidade concreta dos fatos, uma vez que foram praticados em superioridade numérica e alçaram a subtração de dois televisores de elevado valor. Destacou o Juízo de primeiro grau que a paciente ostenta condenações e voltou a ser presa em reiteração delitiva (fls. 150-153). Ainda, nas informações trazidas às fls. 647-654, verifica-se que o Juízo de primeiro grau recebeu a denúncia em 19/12/2024 e manteve a prisão preventiva, ao apontar o seguinte: O caso concreto aponta, em tese, o cometimento de crime contra o patrimônio por quem se mostra reincidente específica, cuja folha de antecedentes criminais (index 160942951) demonstra ser acusada da pratica de diversas infrações delituosas contra o patrimônio, já tendo sido condenada, em definitivo, por algumas delas, conforme anotações nº 02 e 05 da FAC. O Tribunal estadual manteve a prisão cautelar sob os fundamentos a seguir (fls. 11-12): 2. Portanto, se extrai dos autos prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria, evidenciados pela situação de flagrância, presente, portanto, o fumus comissi delicti. 3. Quanto ao periculum libertatis, embora se trate de crime cometido sem violência ou grave ameaça contra pessoa, verifica-se que tanto a decisão de imposição da medida extrema, como também aquela que a manteve, mencionam o histórico criminal da Paciente que, de fato, entre condenações definitivas aptas a gerar reincidência específica e maus antecedentes, processos em andamento e outros feitos já arquivados, ostenta dez anotações por crimes patrimoniais. 4. No ponto, cumpre esclarecer que, embora a FAC acostada a esse writ esteja desatualizada, a consulta aos autos principais revela que transitou em julgado em 13/02/2019 a condenação da Paciente pela prática do crime previsto no artigo 155, § e 4º, inciso IV do Código Penal, à pena definitiva em 02 anos de reclusão e multa de 10 dias, na razão unitária mínima de 1/30 do salário-mínimo vigente à época dos fatos. Esta pena não está extinta, pois sequer teve início seu cumprimento, já que não foi localizada a condenada. 5. Assim, diversamente do que sustenta a impetração, o histórico penal da Paciente se apresenta como o fundamento válido da decisão guerreada. 6. A propósito, já decidiu o Supremo Tribunal Federal que "a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim, resguardando a sociedade de maiores danos" (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005) e "que o risco concreto de reiteração delitiva justifica a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública" (HC 165.098, 1.ª Turma, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, D Je 27/11/2019). 7. Além disso, processos em andamento, embora não possam ser considerados antecedentes penais e muito menos firmar reincidência, não podem ser desconsiderados para fins cautelares. Precedentes. 8. Nessas circunstâncias, o decreto prisional encontra-se plenamente fundamentado e, por conseguinte, é incensurável a decisão da digna autoridade apontada coatora que, posteriormente, a manteve. 9. Registre-se ser impossível antecipar a futura imposição à Paciente de regime diverso do fechado para cumprimento de pena na hipótese de condenação, para concluir-se pelo constrangimento ilegal por violação ao princípio da proporcionalidade, até mesmo porque é possível vislumbrar que são desfavoráveis as circunstâncias à Paciente, aptas a gerar o reconhecimento de reincidência específica, motivo pelo qual, ainda que admissível a incidência de causa de diminuição de pena prevista para o arrependimento posterior, é possível a imposição de regime inicial fechado na hipótese de futura condenação. 10. De toda sorte, segundo reiterada jurisprudência, inexiste qualquer incompatibilidade entre o estabelecimento do regime semiaberto e a prisão cautelar. 11. Assim, da efetiva comprovação da imprescindibilidade da prisão preventiva segue, naturalmente, a inaplicabilidade de outras medidas cautelares. 12. Noutro giro, em relação aos alegados problemas de saúde sofridos pela Paciente, entende o eg. STJ que o deferimento da substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, nos termos do art. 318, inciso II, do Código de Processo Penal, depende da comprovação inequívoca de que o réu esteja extremamente debilitado, por motivo de grave doença aliada à impossibilidade de receber tratamento no estabelecimento prisional em que se encontra (RHC n. 58.378/MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, Quinta Turma, D Je 25/8/2015), inexistindo nos autos comprovação neste sentido, na medida em que há informação de que ela vem obtendo o tratamento de que necessita. 13. Nesse cenário, o decreto prisional (e a decisão que o manteve) revela concretamente a necessidade de privação da liberdade ambulatorial à Paciente, atendendo plenamente ao princípio insculpido no art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, motivo pelo qual, nos termos da 5º LXI da CF, ela é legítima, compatível com a presunção de inocência e não se confunde com imposição antecipada de pena. Constrangimento ilegal inexistente. Ordem denegada.A prisão preventiva é compatível com a presunção de não culpabilidade do acusado desde que não assuma natureza de antecipação da pena e não decorra, automaticamente, do caráter abstrato do crime ou do ato processual praticado (art. 313, § 2º, CPP). Além disso, a decisão judicial deve apoiar-se em motivos e fundamentos concretos, relativos a fatos novos ou contemporâneos, dos quais se possa extrair o perigo que a liberdade plena do investigado ou réu representa para os meios ou os fins do processo penal (arts. 312 e 315 do CPP). A prisão preventiva é compatível com a presunção de não culpabilidade do acusado desde que não assuma natureza de antecipação da pena e não decorra, automaticamente, do caráter abstrato do crime ou do ato processual praticado (art. 313, § 2º, CPP). Além disso, a decisão judicial deve apoiar-se em motivos e fundamentos concretos, relativos a fatos novos ou contemporâneos, dos quais se possa extrair o perigo que a liberdade plena do investigado ou réu representa para os meios ou os fins do processo penal (arts. 312 e 315 do CPP). No caso dos autos, a prisão cautelar da paciente se lastreia no periculum libertatis, caracterizado na garantia da ordem pública, que, pelas instâncias ordinárias, estaria caracterizado: a) pela gravidade dos fatos; e b) pela presença de reincidência e reiteração delitiva. Tais circunstâncias, na compreensão do Juízo de primeiro grau, evidenciaria a necessidade de manutenção da custódia cautelar para o bem da ordem pública. Sem embargo, a despeito da reprovabilidade social do comportamento atribuído à acusada - a ensejar-lhe, se demonstrada a imputação, correspondente e proporcional sanção penal -, considero ser suficiente e adequada, na hipótese, a substituição da prisão preventiva por outras medidas cautelares a ela alternativas. É plenamente possível que, embora presentes os motivos ou os requisitos que tornariam cabível a prisão preventiva, o juiz - à luz do princípio da proporcionalidade e das novas alternativas fornecidas pela Lei n. 12.403/2011 - considere a opção por uma ou mais das medidas indicadas no art. 319 do Código de Processo Penal o meio suficiente e adequado para obter o mesmo resultado - a proteção do bem jurídico sob ameaça - de forma menos gravosa. Tal opção judicial produzirá o mesmo resultado cautelar - no caso em exame, evitar a prática de novos crimes, de maneira a proteger a ordem pública - sem a necessidade de suprimir, de modo absoluto, a liberdade de locomoção do acusado, notadamente porque os fatos não indicam gravidade acentuada e os antecedentes não indicam risco atual de reiteração delitiva. Deveras, cuida-se de suposto furto, praticado dentro de grande loja, situada no interior de shopping, e não é razoável argumentar que o desenvolvimento dos fatos em quatro pessoas traz acentuada reprovabilidade em proporção ao aparato do estabelecimento empresarial. Não se discute a maior facilidade na execução do crime, mas essa circunstância não basta para justificar a segregação cautelar. Outrossim, é preciso mencionar que a paciente foi localizada e aparentemente indicou onde os bens estariam, o que culminou na restituição da mercadoria ao estabelecimento. No tocante à presença de reincidência e demonstração de reiteração delitiva, os antecedentes criminais constam às fls. 430-453 e escrevem sucessivos furtos. Em consulta aos Autos n. 093203-42.2022.8.19.0001, com informações prestadas pela Secretaria Criminal em 1º/4/2025, verificou-se como esclarecimento da FAC: ANOTAÇÃO 01 DE 10: 91.001.137363-1/1991 EXTINTA A PUNIBILIDADE Data do Trânsito em Julgado: 06/11/1995 ANOTAÇÃO 02 DE 10: 13.881/ CONDENADO A PENA DE 02 ANOS E 08 MESES DE RECLUSÃO E AO PAGAMENTO DE 80 DM , A RAZAO DE 1/30 DO VALOR DO SM. REGIME INICIAL ABERTO. SUSBSTITUIDA A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE, PELAS RESTRITIVAS DE DIREITO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS COMUNITARIOS E LIMITAÇÃO DE FINS DE SEMANA PELO MESMO PRAZO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. Data do Trânsito em Julgado: 27/03/2001 ANOTAÇÃO 03 DE 10: 205.011318-4/2001 0009225-75.2001.8.19.0205 DECLARO, POR SENTENCA, EXTINTA A PUNIBILIDADE DA ACUSADA KATIA VALERIA BORGES DOS SANTOS, PELOS FATOS QUE LHE FORAM IMPUTADOS NA PRESENTE ACAO. Sem data do trânsito em julgado. (Processo físico) ANOTAÇÃO 04 DE 10: 0015921-63.2006.8.19.0202 EXTINTA A PUNIBILIDADE NOS TERMOS DO ART 89 § 5º DA LEI 9099/95. Data do Trânsito em Julgado: 21/05/2010 ANOTAÇÃO 05 DE 10: 0018161-44.2010.8.19.0021 Em fase de instrução e julgamento. DETERMINO A SUSPENSÃO do processo e do curso do prazo prescricional, na forma do art. 366 do CPP. Expedido mandado para o endereço: Endereço: Rua Via 2 Quadra 13 casa 15 - Rocinha 2 / Cidade de Deus. ANOTAÇÃO 06 DE 10: 059-0253/2010 Não tem processo vinculado. ANOTAÇÃO 07 DE 10: 0019826-69.2018.8.19.0036 Vistos. Acolho o parecer ministerial, que adoto como razão de decidir, e HOMOLOGO o arquivamento do feito. Dê-se baixa e arquivem-se. Não tem data do trânsito em julgado. (Processo Físico) ANOTAÇÃO 08 DE 010: 0253976-37.2017.8.19.0001 JULGO IMPROCEDENTE a pretensão punitiva estatal para ABSOLVER com fulcro no inciso VII, do artigo 386, do CPP. Data do Trânsito em Julgado: 11/04/2024 ANOTAÇÃO 09 DE 10: 0093203-42.2022.8.19.0001 Ação Penal em trâmite Fatos: 14/04/2022 Conclusos ao magistrado. ANOTAÇÃO 10 DE 10: 07326/2024 - A presente Ação Penal n. 0963238-23.2024.8.19.0001. Consoante o detalhamento da FAC, a paciente possui condenação na anotação de processo 02, mas datada do ano de 2001. A anotação 05 registra fatos de 2010 e diz respeito a processo que na FAC consta suspenso pelo art. 366 do CPP. Contudo, esse processo se refere à condenação mencionada pelo Tribunal de origem, quando pontua (fl. 31, grifei): .. cumpre esclarecer que, embora a FAC acostada a esse writ esteja desatualizada, a consulta aos autos principais revela que transitou em julgado em 13/02/2019 a condenação da Paciente pela prática do crime previsto no artigo 155, § e 4º, inciso IV do Código Penal, à pena definitiva em 02 anos de reclusão e multa de 10 dias, na razão unitária mínima de 1/30 do salário-mínimo vigente à época dos fatos. Esta pena não está extinta, pois sequer teve início seu cumprimento, já que não foi localizada a condenada. Até o momento, a paciente não foi intimada, aparentemente por erro na sua localização, já que está presa desde dezembro e foi expedido mandado com endereço diverso da prisão. Por fim, a única anotação ativa é a de n. 09, a última que antecedeu os fatos pelos quais está presa, e data de 14/4/2022, cujos autos estão conclusos e não possuem sentença. Consoante a jurisprudência desta Corte Superior, "O risco concreto de reiteração delitiva, demonstrado pela existência de maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou ações penais em curso, pode justificar a imposição da prisão preventiva devido à necessidade de se assegurar a ordem pública" (RHC n. 128.993/PI, Rel. Ministra Laurita Vaz, 6ª T., DJe 18/12/2020). Desse modo, é certo que os registros pretéritos representam fundado risco de recidiva criminosa. Todavia, as anotações datam de mais de dois anos e não são contemporâneas a indicar reiteração delitiva. Portanto, ao analisar melhor os antecedentes, verifico que esse fundamento não se mostra bastante, em juízo de proporcionalidade, para manter a paciente sob o rigor da cautela pessoal mais extremada. As circunstâncias narradas pelas instâncias de origem não evidenciam especial periculosidade da agente, pois se trata de suposto furto de aparelho televisor - que foi prontamente constatado por câmeras de segurança -, conduta, portanto, que não envolveu violência ou grave ameaça nem demandou esquema criminoso complexo. Assim, verifico que a custódia cautelar não mais se justifica, porquanto se trata de medida desproporcional e inadequada, ainda mais ponderada a fase em que se encontra a Ação Penal n. 0963238-23.2024.8.19.0001 (citação formalizada e audiência próxima, designada para 2/7/2025), em conjunto com a ausência de elevada gravidade no modus operandi, em tese, empregado para a prática do delito, na medida em que não foi perpetrado com violência ou grave ameaça a pessoa. Portanto, é possível que a concessão de liberdade provisória, cumulada com outras medidas cautelares diversas da prisão, seja suficiente para garantir que a paciente mantenha o comprometimento com a tutela penal, compareça a todos os atos de eventual ação penal e não se envolva em outras ações delitivas. III. Dispositivo À vista do exposto, concedo a ordem para, à luz das peculiaridades do caso concreto, substituir a prisão preventiva pelas seguintes medidas cautelares: a) comparecimento periódico em juízo, sempre que for intimado para os atos do processo e no prazo e nas condições a serem fixados pelo Juiz, a fim de informar seu endereço (que deverá ser informado também ao ser solto) e justificar suas atividades; b) proibição de ausentar-se da Comarca, quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução; Comunique-se com urgência ao Juízo de origem para as providências cabíveis. Ainda, alerte-se a paciente que a violação das medidas cautelares importará o restabelecimento da prisão preventiva, que poderá ser novamente aplicada se sobrevier situação que configure a exigência da cautelar mais gravosa. Publique-se e intimem-se. EMENTA