REsp 2272136 - DECISAO
A redução a alíquota zero do PERSE não se equipara a isenção onerosa por prazo certo porque não impunha contrapartidas onerosas aos beneficiários; a Lei nº 14.859/2024 estabeleceu previamente o limite de renúncia fiscal de R$ 15 bilhões e o termo de extinção do benefício, observando as anterioridades nonagesimal e de exercício; o Ato Declaratório Executivo RFB nº 2/2025 foi meramente declaratório da ocorrência da condição resolutiva prevista em lei; por isso a extinção do benefício quando atingido o limite fiscal foi legítima e o recurso especial não merece provimento.
- Parties
- Impetrante: impetrante
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 May 2026
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Recurso Especial Julgado No STJ (conheço Em Parte E Nego Lhe Provimento)
- Outcome
- conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Programa Emergencial De Retomada Do Setor De Eventos (perse), Benefício Fiscal, Alíquota Zero, Art. 178 Do CTN, Anterioridade Tributária (anual E Nonagesimal), Segurança Jurídica, Proteção Da Confiança, Renúncia Fiscal, Limite Fiscal De R$ 15 Bilhões
Case Brief
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Parties
impetrante
Impetrante
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Recurso Especial Julgado No STJ (conheço Em Parte E Nego Lhe Provimento)
Legal Issues
- 1 se a redução a alíquota zero do PERSE se equipara à isenção fiscal onerosa por prazo certo, impedindo sua revogação antecipada nos termos do art. 178 do CTN
- 2 se a extinção antecipada do benefício fiscal do PERSE viola os princípios da anterioridade tributária (anual e nonagesimal), segurança jurídica, proteção da confiança e previsibilidade
- 3 se a metodologia de cálculo do limite de R$ 15 bilhões utilizada pela Receita Federal é válida
Ratio Decidendi
A redução a alíquota zero do PERSE não se equipara a isenção onerosa por prazo certo porque não impunha contrapartidas onerosas aos beneficiários; a Lei nº 14.859/2024 estabeleceu previamente o limite de renúncia fiscal de R$ 15 bilhões e o termo de extinção do benefício, observando as anterioridades nonagesimal e de exercício; o Ato Declaratório Executivo RFB nº 2/2025 foi meramente declaratório da ocorrência da condição resolutiva prevista em lei; por isso a extinção do benefício quando atingido o limite fiscal foi legítima e o recurso especial não merece provimento.
Court Disposition
conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento
Orders
- Conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
- Majorar honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente em 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais e eventual gratuidade judiciária.
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