AREsp 1689728 - DECISAO
O acórdão manteve que a Caixa Econômica Federal atuou apenas como mero agente financeiro/credora fiduciária, não como agente executor de políticas habitacionais, de modo que não detém legitimidade passiva para responder por atraso na entrega do imóvel; eventual reconhecimento em sentido contrário dependeria do reexame de fatos e contratos, vedado nas instâncias superiores pelas Súmulas 5 e 7/STJ; ademais, não há prequestionamento sobre art. 485, VI, do CPC/2015, aplicando-se a Súmula 211/STJ; por fim, cabia majoração dos honorários recursais nos termos do art. 85, §11, CPC/2015.
- Parties
- Agravante: MNR6 EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS S.A; Agravante: CURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S/A; Autora: Jessica Santos de Araújo; Ré: Caixa Econômica Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão: Agravo Conhecido Para Negar Provimento Ao Recurso Especial, Com Majoração De Honorários Recursais
- Outcome
- Agravo conhecido para negar provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Programa Minha Casa Minha Vida, Legitimidade Passiva, Responsabilidade Do Agente Financeiro, Atraso Na Entrega De Imóvel, Indenização Por Danos Materiais E Morais, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
MNR6 EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS S.A
Agravante
CURY CONSTRUTORA E INCORPORADORA S/A
Agravante
Jessica Santos de Araújo
Autora
Caixa Econômica Federal
Ré
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão: Agravo Conhecido Para Negar Provimento Ao Recurso Especial, Com Majoração De Honorários Recursais
Legal Issues
- 1 legitimidade passiva da Caixa Econômica Federal em ações por atraso na entrega de imóvel
- 2 distinção entre agente financeiro em sentido estrito e agente executor de políticas habitacionais
- 3 competência da Justiça Federal (art. 109, I, CF)
Ratio Decidendi
O acórdão manteve que a Caixa Econômica Federal atuou apenas como mero agente financeiro/credora fiduciária, não como agente executor de políticas habitacionais, de modo que não detém legitimidade passiva para responder por atraso na entrega do imóvel; eventual reconhecimento em sentido contrário dependeria do reexame de fatos e contratos, vedado nas instâncias superiores pelas Súmulas 5 e 7/STJ; ademais, não há prequestionamento sobre art. 485, VI, do CPC/2015, aplicando-se a Súmula 211/STJ; por fim, cabia majoração dos honorários recursais nos termos do art. 85, §11, CPC/2015.
Court Disposition
Agravo conhecido para negar provimento ao recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Majoro os honorários advocatícios recursais para 14% sobre o valor atualizado da causa.
Full Case Text
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