HC 1013040 - ACORDAO
Negou‑se provimento ao agravo regimental porque a alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 constitui novatio legis in pejus, de modo que não pode ser aplicada retroativamente aos fatos cometidos sob a égide da legislação anterior; contudo, mesmo sem aplicar a nova norma, a realização do exame criminológico é admissível quando houver fundamentação concreta nas peculiaridades do caso, e no presente feito a prática de faltas graves recentes, especialmente fuga prolongada (+ de 1 ano foragido), constitui fundamento idôneo para determinar o exame, justificando a manutenção da decisão agravada.
- Parties
- Agravante: SAMUEL RAIMUNDO DA SILVA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Decisão Colegiada (quinta Turma) Julgamento De Agravo Regimental
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Fundamentação Concreta Para Medidas Na Execução Penal, Súmula 439/stj, Súmula Vinculante 26/stf
Case Brief
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Parties
SAMUEL RAIMUNDO DA SILVA
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Decisão Colegiada (quinta Turma) Julgamento De Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 Aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico
- 2 Admissibilidade de exigir exame criminológico por fundamentação concreta nas peculiaridades do caso
- 3 Caracterização de novatio legis in pejus
Ratio Decidendi
Negou‑se provimento ao agravo regimental porque a alteração trazida pela Lei n. 14.843/2024 constitui novatio legis in pejus, de modo que não pode ser aplicada retroativamente aos fatos cometidos sob a égide da legislação anterior; contudo, mesmo sem aplicar a nova norma, a realização do exame criminológico é admissível quando houver fundamentação concreta nas peculiaridades do caso, e no presente feito a prática de faltas graves recentes, especialmente fuga prolongada (+ de 1 ano foragido), constitui fundamento idôneo para determinar o exame, justificando a manutenção da decisão agravada.
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