HC 953517 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o habeas corpus foi corretamente concedido: a Lei n. 14.843/2024 (art. 112, § 1º, da LEP) é aplicável somente a crimes praticados após sua vigência, de modo que sua imposição ao caso de condenação anterior configuraria novatio legis in pejus; ademais, a determinação do exame criminológico pelo Tribunal de origem baseou-se unicamente em gravidade abstrata, reincidência e extensão da pena, sem indicar elementos concretos da execução, o que não constitui fundamentação idônea para a exigência do exame, justificando a manutenção da ordem que restabeleceu a progressão de regime concedida pelo juízo de primeiro grau.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO; Agravado: Marcio dos Santos Feitosa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Acórdão (sexta Turma)
- Outcome
- Negar provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Novatio Legis in Pejus, Aplicação Temporal Da Lei, Habeas Corpus, Súmulas (439/stj, 471/stj, Súmula Vinculante 26)
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravante
Marcio dos Santos Feitosa
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Acórdão (sexta Turma)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de concessão de habeas corpus de ofício quando substitutivo de recurso
- 2 Obrigatoriedade e aplicabilidade temporal do exame criminológico previsto pelo art. 112, § 1º, da LEP (Lei n. 14.843/2024)
- 3 Proibição de aplicação retroativa de norma mais gravosa (novatio legis in pejus)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o habeas corpus foi corretamente concedido: a Lei n. 14.843/2024 (art. 112, § 1º, da LEP) é aplicável somente a crimes praticados após sua vigência, de modo que sua imposição ao caso de condenação anterior configuraria novatio legis in pejus; ademais, a determinação do exame criminológico pelo Tribunal de origem baseou-se unicamente em gravidade abstrata, reincidência e extensão da pena, sem indicar elementos concretos da execução, o que não constitui fundamentação idônea para a exigência do exame, justificando a manutenção da ordem que restabeleceu a progressão de regime concedida pelo juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Negar provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
Full Case Text
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