HC 963884 - ACORDAO

HC 963884 - ACORDAO

A Quinta Turma seguiu o entendimento do STF e precedentes do STJ de que a exigência de exame criminológico introduzida pela Lei n. 14.843/2024 configura reformatio/novatio legis in pejus e, portanto, não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados antes da sua vigência; por esse motivo, a decisão do Tribunal de origem que condicionou a progressão ao exame criminológico foi considerada inidônea por não analisar os elementos concretos da execução, e o agravo regimental foi desprovido mantendo-se a decisão que concedeu habeas corpus.

Parties
Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - MPSP; Paciente: DEIVIDE DENIS GUIMARÃES TEIXEIRA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
24 February 2025
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma)
Outcome
Agravo regimental desprovido
Legal Topics
Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade De Norma Penal Mais Gravosa, Reformatio/novatio Legis in Pejus

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Authorities cited 9 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - MPSP

Agravante

DEIVIDE DENIS GUIMARÃES TEIXEIRA

Paciente

Procedural Posture

Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgamento Colegiado (quinta Turma)

  1. 1 Aplicação retroativa da exigência de exame criminológico introduzida pela Lei n. 14.843/2024
  2. 2 Caracterização da alteração normativa como reformatio/novatio legis in pejus
  3. 3 Incidência do art. 5º, XL da CF/1988 e do art. 2º do Código Penal

Ratio Decidendi

A Quinta Turma seguiu o entendimento do STF e precedentes do STJ de que a exigência de exame criminológico introduzida pela Lei n. 14.843/2024 configura reformatio/novatio legis in pejus e, portanto, não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados antes da sua vigência; por esse motivo, a decisão do Tribunal de origem que condicionou a progressão ao exame criminológico foi considerada inidônea por não analisar os elementos concretos da execução, e o agravo regimental foi desprovido mantendo-se a decisão que concedeu habeas corpus.

Court Disposition

Agravo regimental desprovido

Orders

  • Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.
  • Manter a decisão monocrática que concedeu habeas corpus, restabelecendo a decisão de primeiro grau que deferiu a progressão ao regime semiaberto.