HC 1005071 - DECISAO
A alteração trazida pela Lei n.14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão, configura novatio legis in pejus, não podendo ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; assim, para condenações anteriores, a realização do exame não é obrigatória, ficando condicionada à decisão motivada que a fundamente com elementos concretos ocorridos no curso da execução, nos termos da Súmula 439/STJ. No caso concreto, o Tribunal de origem não indicou elementos atuais e concretos na execução capazes de justificar a determinação do exame, limitando-se a argumentos de gravidade abstrata, faltas pretéritas e à literalidade da nova lei, o que...
- Parties
- Paciente: ROBERVAL DIAS DE OLIVEIRA; Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO; Tribunal a Quo / Órgão Coator: Tribunal de Justiça do Estado do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática Não Conhecimento Do HC E Concessão De Ordem De Ofício Para Restabelecer Progressão
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal, Individualização Da Pena, Fundamentação Da Decisão
Case Brief
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Parties
ROBERVAL DIAS DE OLIVEIRA
Paciente
MINISTÉRIO PÚBLICO
Agravante
Tribunal de Justiça do Estado do Estado de São Paulo
Tribunal a Quo / Órgão Coator
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Não Conhecimento Do HC E Concessão De Ordem De Ofício Para Restabelecer Progressão
Legal Issues
- 1 Necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime após a Lei n. 14.843/2024
- 2 Aplicação temporal da Lei n. 14.843/2024 (irretroatividade/novatio legis in pejus)
- 3 Exigência de fundamentação concreta para determinar exame criminológico nos termos da Súmula 439/STJ
Ratio Decidendi
A alteração trazida pela Lei n.14.843/2024, ao tornar obrigatório o exame criminológico para toda progressão, configura novatio legis in pejus, não podendo ser aplicada retroativamente a fatos ocorridos antes de sua vigência; assim, para condenações anteriores, a realização do exame não é obrigatória, ficando condicionada à decisão motivada que a fundamente com elementos concretos ocorridos no curso da execução, nos termos da Súmula 439/STJ. No caso concreto, o Tribunal de origem não indicou elementos atuais e concretos na execução capazes de justificar a determinação do exame, limitando-se a argumentos de gravidade abstrata, faltas pretéritas e à literalidade da nova lei, o que...
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