HC 1016719 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a aplicação da exigência introduzida pela Lei n. 14.843/2024 configura novatio legis in pejus e não pode retroagir a condenações por delitos praticados antes de sua vigência; ademais, a determinação de exame criminológico pelo Tribunal de origem apoiou-se apenas em lei posterior, na gravidade abstrata do delito e na longevidade da pena, sem indicar elementos concretos e recentes da execução que justificassem a perícia, caracterizando constrangimento ilegal e exigindo o restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu a progressão ao regime semiaberto.
- Parties
- Agravante (autor Do Agravo Regimental): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Impetrado / Agravado (paciente): TIAGO CAMARGO DE LIMA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Decisão Colegiada (negado Provimento)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido; negado provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal.
- Legal Topics
- Progressão De Regime, Exame Criminológico, Retroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Novatio Legis in Pejus, Fundamentação Concreta Da Decisão, Súmula 439/stj, Súmula Vinculante 26
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Agravante (autor Do Agravo Regimental)
TIAGO CAMARGO DE LIMA
Impetrado / Agravado (paciente)
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual Decisão Colegiada (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Necessidade de realização de exame criminológico para progressão de regime
- 2 Aplicação retroativa da Lei n. 14.843/2024 (novatio legis in pejus)
- 3 Suficiência da gravidade abstrata do crime e da longevidade da pena como fundamento para exame
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a aplicação da exigência introduzida pela Lei n. 14.843/2024 configura novatio legis in pejus e não pode retroagir a condenações por delitos praticados antes de sua vigência; ademais, a determinação de exame criminológico pelo Tribunal de origem apoiou-se apenas em lei posterior, na gravidade abstrata do delito e na longevidade da pena, sem indicar elementos concretos e recentes da execução que justificassem a perícia, caracterizando constrangimento ilegal e exigindo o restabelecimento da decisão de primeiro grau que concedeu a progressão ao regime semiaberto.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido; negado provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal
- Restabelecer a decisão do Juízo de primeira instância que deferiu a progressão do agravado ao regime semiaberto
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