HC 1088654 - DECISAO

HC 1088654 - DECISAO

Embora o habeas corpus seja, em princípio, inadmissível como substituto de recurso próprio, o Tribunal reconheceu a possibilidade de conceder a ordem de ofício (art. 647-A do CPP). Constatou-se que o Tribunal local condicionou a progressão de regime à realização do exame criminológico com base unicamente na exigência da nova lei (Lei n. 14.843/2024), sem indicar elementos concretos da execução que justificassem a medida, e que a condenação é anterior à nova legislação, de modo que a exigência não se aplica (novatio legis in pejus). Assim, houve constrangimento ilegal, devendo ser restabelecida a decisão do Juízo da execução que havia deferido a progressão de regime ao paciente.

Parties
Paciente: ALEXANDRE AQUINO DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
27 May 2026
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (ordem Concedida De Ofício; Impetração Não Conhecida)
Outcome
Não conheço da impetração, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão de regime ao paciente.
Legal Topics
Progressão De Regime, Exame Criminológico, Novatio Legis in Pejus, Habeas Corpus Como Sucedâneo De Recurso

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Parties

ALEXANDRE AQUINO DA SILVA

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (ordem Concedida De Ofício; Impetração Não Conhecida)

  1. 1 Admissibilidade do habeas corpus quando usado como substituto de recurso próprio
  2. 2 Aplicação da Lei n. 14.843/2024 (art.112, §1º da LEP) a condenações anteriores (novatio legis in pejus)
  3. 3 Necessidade de fundamentação concreta para determinar exame criminológico como requisito à progressão de regime

Ratio Decidendi

Embora o habeas corpus seja, em princípio, inadmissível como substituto de recurso próprio, o Tribunal reconheceu a possibilidade de conceder a ordem de ofício (art. 647-A do CPP). Constatou-se que o Tribunal local condicionou a progressão de regime à realização do exame criminológico com base unicamente na exigência da nova lei (Lei n. 14.843/2024), sem indicar elementos concretos da execução que justificassem a medida, e que a condenação é anterior à nova legislação, de modo que a exigência não se aplica (novatio legis in pejus). Assim, houve constrangimento ilegal, devendo ser restabelecida a decisão do Juízo da execução que havia deferido a progressão de regime ao paciente.

Court Disposition

Não conheço da impetração, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão de regime ao paciente.

Orders

  • Não conhecer da impetração.
  • Conceder a ordem de ofício para restabelecer a decisão do Juízo da execução que deferiu a progressão de regime ao paciente.