HC 962104 - ACORDAO

HC 962104 - ACORDAO

O tribunal seguiu o entendimento do STF de que a obrigatoriedade do exame criminológico introduzida pela Lei n. 14.843/2024 constitui novatio legis in pejus e, portanto, não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados antes de sua vigência; além disso, a decisão do Tribunal de origem que condicionou a progressão à realização do exame foi considerada inidônea por não analisar os elementos concretos da execução da pena.

Parties
Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - MPSP; Paciente: GUILHERME HENRIQUE DE SOUZA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
24 February 2025
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgado Pela Quinta Turma Em Sessão Virtual (13/02/2025 a 19/02/2025)
Outcome
Agravo regimental desprovido
Legal Topics
Progressão De Regime Prisional, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa (novatio Legis in Pejus), Habeas Corpus

Case Brief

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - MPSP

Agravante

GUILHERME HENRIQUE DE SOUZA

Paciente

Procedural Posture

Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Julgado Pela Quinta Turma Em Sessão Virtual (13/02/2025 a 19/02/2025)

  1. 1 Se a exigência de exame criminológico prevista na Lei n. 14.843/2024 pode ser aplicada retroativamente a crimes cometidos antes de sua vigência
  2. 2 Se a nova exigência configura novatio legis in pejus e viola o princípio da irretroatividade da lei penal mais gravosa

Ratio Decidendi

O tribunal seguiu o entendimento do STF de que a obrigatoriedade do exame criminológico introduzida pela Lei n. 14.843/2024 constitui novatio legis in pejus e, portanto, não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados antes de sua vigência; além disso, a decisão do Tribunal de origem que condicionou a progressão à realização do exame foi considerada inidônea por não analisar os elementos concretos da execução da pena.

Court Disposition

Agravo regimental desprovido

Orders

  • Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado de São Paulo
  • Manter a decisão monocrática que concedeu habeas corpus e restabelecer a decisão de primeira instância que deferiu a progressão ao regime semiaberto