REsp 1996829 - DECISAO

REsp 1996829 - DECISAO

O Tribunal concluiu, em conformidade com a jurisprudência do STJ, que não basta o mero decurso do interstício de 24 meses; é imprescindível a aprovação em avaliação de desempenho para que se produzam os efeitos financeiros da progressão, de modo que a Portaria que retroagiu os efeitos à data da aprovação (30/05/2018) atuou corretamente. Ademais, não houve prequestionamento suficiente quanto ao art. 2º, XIII, da Lei 9.784/1999 para exame no recurso especial, e as alegações constitucionais não foram examinadas por serem matéria de competência do STF. Por fim, sendo o acórdão recorrido publicado na vigência do CPC/2015 e não provido o recurso, o recorrente foi condenado ao pagamento de...

Parties
Recorrente: RAFAEL DA SILVEIRA GOMES; Recorrida: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - UFES
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
05 June 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Negado Provimento)
Outcome
Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento
Legal Topics
Progressão Funcional, Efeitos Financeiros Retroativos, Avaliação De Desempenho, Interstício, Honorários Advocatícios Recursais, Prequestionamento

Case Brief

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Parties

RAFAEL DA SILVEIRA GOMES

Recorrente

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - UFES

Recorrida

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Negado Provimento)

  1. 1 Qual é a data a partir da qual se produzem efeitos financeiros da progressão funcional (data de cumprimento do interstício ou data de aprovação em avaliação de desempenho)
  2. 2 Prequestionamento do art. 2º, XIII, da Lei 9.784/1999 e possibilidade de exame em recurso especial
  3. 3 Possível enriquecimento ilícito da Administração e aplicação do art. 884 do Código Civil

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu, em conformidade com a jurisprudência do STJ, que não basta o mero decurso do interstício de 24 meses; é imprescindível a aprovação em avaliação de desempenho para que se produzam os efeitos financeiros da progressão, de modo que a Portaria que retroagiu os efeitos à data da aprovação (30/05/2018) atuou corretamente. Ademais, não houve prequestionamento suficiente quanto ao art. 2º, XIII, da Lei 9.784/1999 para exame no recurso especial, e as alegações constitucionais não foram examinadas por serem matéria de competência do STF. Por fim, sendo o acórdão recorrido publicado na vigência do CPC/2015 e não provido o recurso, o recorrente foi condenado ao pagamento de...

Court Disposition

Conheço parcialmente do recurso especial e, nessa parte, nego-lhe provimento

Orders

  • Negado provimento ao recurso especial na parte conhecida
  • Condeno o recorrente ao pagamento de honorários advocatícios recursais, fixados em 20% sobre a verba honorária estabelecida nas instâncias ordinárias, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites legais aplicáveis e eventual concessão de justiça gratuita