AREsp 1664997 - ACORDAO

AREsp 1664997 - ACORDAO

A despronúncia foi mantida porque as instâncias ordinárias apoiaram a pronúncia em depoimentos colhidos em juízo nos quais apenas um testemunho apontou o agravado por ouvir dizer de agentes policiais que não foram ouvidos; o Ministério Público não diligenciou para confirmar os informantes, restando insuficiência probatória quanto aos indícios de autoria de Francisco Filho Cavalcante, justificando a despronúncia sem necessidade de revolver provas (Súmula 7 não obsta).

Parties
Agravante: Ministério Público Federal; Agravado/réu: Francisco Filho Cavalcante
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
14 December 2021
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (sexta Turma) Agravo Regimental Negado, Manutenção De Despronúncia
Outcome
Agravo regimental não provido; mantida a decisão que despronunciou o acusado Francisco Filho Cavalcante.
Legal Topics
Pronúncia, Despronúncia, Ônus Da Prova, Testemunho Indireto (ouvir Dizer), Súmula 7/stj, Tribunal Do Júri, Art. 414 CPP

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 8 Party arguments 2 Amounts and remedies 2
Sign in to unlock

Parties

Ministério Público Federal

Agravante

Francisco Filho Cavalcante

Agravado/réu

Procedural Posture

Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (sexta Turma) Agravo Regimental Negado, Manutenção De Despronúncia

  1. 1 Inaplicabilidade da Súmula n.7 do STJ nas hipóteses em que a análise legal pode ser feita a partir das premissas fático-probatórias consignadas no acórdão recorrido
  2. 2 Suficiência de indícios para pronúncia na primeira fase do Tribunal do Júri
  3. 3 Admissibilidade de depoimento indireto (ouvir dizer) para fins de pronúncia e necessidade de indicação da fonte

Ratio Decidendi

A despronúncia foi mantida porque as instâncias ordinárias apoiaram a pronúncia em depoimentos colhidos em juízo nos quais apenas um testemunho apontou o agravado por ouvir dizer de agentes policiais que não foram ouvidos; o Ministério Público não diligenciou para confirmar os informantes, restando insuficiência probatória quanto aos indícios de autoria de Francisco Filho Cavalcante, justificando a despronúncia sem necessidade de revolver provas (Súmula 7 não obsta).

Court Disposition

Agravo regimental não provido; mantida a decisão que despronunciou o acusado Francisco Filho Cavalcante.

Orders

  • Negar provimento ao agravo regimental.
  • Manter a decisão de despronúncia do acusado Francisco Filho Cavalcante.