HC 1000765 - ACORDAO

HC 1000765 - ACORDAO

Negou-se provimento ao agravo regimental porque a decisão monocrática que concedeu habeas corpus para despronunciar o paciente está devidamente fundamentada: a pronúncia atacada apoiou-se, essencialmente, em depoimentos colhidos na fase investigativa e em relatos indiretos ('ouvir dizer') não confirmados em juízo nem individualizados por prova produzida sob o contraditório, de modo que não foi atingido o standard probatório exigido para submeter o acusado ao Tribunal do Júri; ademais o agravo não trouxe argumentos novos capazes de infirmar a decisão agravada.

Parties
Agravante: Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul; Paciente: Patrick Gonçalves Lopes; Réu: ROBSON (Robinho); Réu: Jair Sousa; Réu: Hedivandro Villela Sousa
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
22 April 2026
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Decisão Colegiada (sexta Turma) Agravo Regimental Negado Por Unanimidade, Mantendo Se a Ordem Concedida No Habeas Corpus Para Despronúncia
Outcome
Agravo regimental não provido; mantida a decisão que concedeu habeas corpus para despronúncia de Patrick Gonçalves Lopes.
Legal Topics
Pronúncia, Habeas Corpus, Testemunho Por Ouvir Dizer, Tribunal Do Júri, In Dubio Pro Societate / in Dubio Pro Reo

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 3 Authorities cited 8 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul

Agravante

Patrick Gonçalves Lopes

Paciente

ROBSON (Robinho)

Réu

Jair Sousa

Réu

Hedivandro Villela Sousa

Réu

Procedural Posture

Agravo Regimental No Habeas Corpus / Decisão Colegiada (sexta Turma) Agravo Regimental Negado Por Unanimidade, Mantendo Se a Ordem Concedida No Habeas Corpus Para Despronúncia

  1. 1 Se a pronúncia pode ser fundamentada exclusivamente em depoimentos colhidos na fase investigativa e em relatos indiretos ('ouvir dizer') sem identificação dos informantes
  2. 2 Qual o padrão probatório exigido para a pronúncia no Tribunal do Júri e a compatibilidade do argumento in dubio pro societate com o processo penal constitucional
  3. 3 Se o agravo regimental trouxe elementos novos aptos a reformar a decisão monocrática que concedeu habeas corpus

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao agravo regimental porque a decisão monocrática que concedeu habeas corpus para despronunciar o paciente está devidamente fundamentada: a pronúncia atacada apoiou-se, essencialmente, em depoimentos colhidos na fase investigativa e em relatos indiretos ('ouvir dizer') não confirmados em juízo nem individualizados por prova produzida sob o contraditório, de modo que não foi atingido o standard probatório exigido para submeter o acusado ao Tribunal do Júri; ademais o agravo não trouxe argumentos novos capazes de infirmar a decisão agravada.

Court Disposition

Agravo regimental não provido; mantida a decisão que concedeu habeas corpus para despronúncia de Patrick Gonçalves Lopes.

Orders

  • Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.
  • Manter a decisão monocrática que concedeu a ordem de habeas corpus para despronunciar Patrick Gonçalves Lopes nos autos da Ação Penal nº 5077330-91.2021.8.21.0001.