AREsp 2463614 - ACORDAO
Não houve omissão do Tribunal de origem porque a matéria apontada como omissa foi devidamente apreciada nos autos; os embargos de declaração não servem para revisão do mérito; o julgador não precisa rebater individualmente todas as teses recursais desde que fundamente sua decisão; o conjunto probatório é insuficiente para atribuir a autoria das condutas de receptação qualificada e de adulteração de sinal identificador em relação às pretensões do Ministério Público, impondo, quando for o caso, a aplicação do princípio in dubio pro reo; por essas razões, negar provimento ao agravo regimental.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE; Réu: Adauto Correia da Silva; Réu: Alex Cortez Bento
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (turma)
- Outcome
- Agravo regimental não provido (negado provimento ao agravo regimental)
- Legal Topics
- Receptação Qualificada, Adulteração De Sinal Identificador, Omissão (art. 619 Do Cpp), Embargos De Declaração, Prova E Autoria, Princípio in Dubio Pro Reo
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
Agravante
Adauto Correia da Silva
Réu
Alex Cortez Bento
Réu
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (turma)
Legal Issues
- 1 Configuração de omissão do tribunal a quo quanto a fatos de prova alegados pelo Ministério Público
- 2 Aplicabilidade do art. 619 do Código de Processo Penal aos embargos de declaração
- 3 Suficiência do acervo probatório para condenação por receptação qualificada e adulteração de sinal identificador
Ratio Decidendi
Não houve omissão do Tribunal de origem porque a matéria apontada como omissa foi devidamente apreciada nos autos; os embargos de declaração não servem para revisão do mérito; o julgador não precisa rebater individualmente todas as teses recursais desde que fundamente sua decisão; o conjunto probatório é insuficiente para atribuir a autoria das condutas de receptação qualificada e de adulteração de sinal identificador em relação às pretensões do Ministério Público, impondo, quando for o caso, a aplicação do princípio in dubio pro reo; por essas razões, negar provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental não provido (negado provimento ao agravo regimental)
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
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