AREsp 2994397 - ACORDAO
O reconhecimento fotográfico realizado na fase policial sem observância do art. 226 do CPP é prova viciada e, na ausência de outros elementos probatórios independentes e idôneos capazes de formar o convencimento judicial, não pode sustentar condenação; diante dessa insuficiência probatória impõe-se a aplicação do in dubio pro reo, razão pela qual se mantém a decisão que declarou a nulidade do reconhecimento e absolveu o réu.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ; Agravado: GEFERSON DO ROSARIO FERREIRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental (no Agravo Em Recurso Especial) / Julgamento Pela Turma (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo regimental improvido
- Legal Topics
- Reconhecimento De Pessoas, Nulidade Da Prova, In Dubio Pro Reo, Art. 226 Do CPP
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAPÁ
Agravante
GEFERSON DO ROSARIO FERREIRA
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental (no Agravo Em Recurso Especial) / Julgamento Pela Turma (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Validade do reconhecimento de pessoa realizado sem observância do art. 226 do CPP e sua aptidão para fundamentar condenação criminal quando corroborado por outras provas
Ratio Decidendi
O reconhecimento fotográfico realizado na fase policial sem observância do art. 226 do CPP é prova viciada e, na ausência de outros elementos probatórios independentes e idôneos capazes de formar o convencimento judicial, não pode sustentar condenação; diante dessa insuficiência probatória impõe-se a aplicação do in dubio pro reo, razão pela qual se mantém a decisão que declarou a nulidade do reconhecimento e absolveu o réu.
Court Disposition
Agravo regimental improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado do Amapá.
- Manter a decisão monocrática que conheceu do agravo do réu e deu provimento ao recurso especial para declarar a nulidade do reconhecimento pessoal realizado sem observância do art. 226 do CPP e absolvê-lo por insuficiência de provas.
Full Case Text
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