AREsp 2450867 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque a reforma do acórdão da origem exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7/STJ, e porque, conforme jurisprudência desta Corte e Súmula 83/STJ, eventuais vícios formais na CDA não acarretam sua nulidade na ausência de demonstração de prejuízo à defesa.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: Banco do Brasil S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Recurso Especial / Acórdão
- Outcome
- Agravo interno improvido; negar provimento ao agravo interno e manter a decisão recorrida.
- Legal Topics
- Reexame Fático Probatório, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj, Certidão De Dívida Ativa, Vícios Formais, Nulidade Da CDA, Dissídio Jurisprudencial, Ampla Defesa
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Parties
Banco do Brasil S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno Em Recurso Especial / Acórdão
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 7/STJ pelo caráter fático-probatório da matéria
- 2 Validade da CDA diante de vícios formais sem demonstração de prejuízo à defesa
- 3 Possibilidade de conhecimento de recurso especial por dissídio jurisprudencial diante de ausência de identidade fática
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque a reforma do acórdão da origem exigiria reexame de fatos e provas, vedado pela Súmula 7/STJ, e porque, conforme jurisprudência desta Corte e Súmula 83/STJ, eventuais vícios formais na CDA não acarretam sua nulidade na ausência de demonstração de prejuízo à defesa.
Court Disposition
Agravo interno improvido; negar provimento ao agravo interno e manter a decisão recorrida.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter a decisão da presidência que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 12/03/2024 a 18/03/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Francisco Falcão. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. VÍCIOS FORMAIS NO TÍTULO EXECUTIVO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA DEFESA. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 83 DA SÚMULA DO STJ. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem, trata-se de embargos à execução fiscal relacionados à nulidade da certidão de dívida ativa originada de multa de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais). Na sentença o pedido foi julgado procedente. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para reconhecer a legalidade do crédito constante na certidão de dívida ativa. Nesta Corte, a presidência conheceu do agravo em recurso especial para não conhecer do recurso especial. II - A Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.767.027/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/5/2021, DJe 1º/7/2021; AgInt no REsp 1.532.989/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 16/11/2020, DJe 20/11/2020. III - Verifica-se que a pretensão da parte agravante é de ver reconhecida a existência de dissídio jurisprudencial, que tem por objeto a mesma questão aventada sob os auspícios da alínea a, que, por sua vez, foi obstaculizada pelo enunciado da Súmula n. 7/STJ. IV - Incide a Súmula n. 83 do STJ, haja vista que o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que não há nulidade a viciar a CDA eis que, de acordo com o declarado no acórdão do Tribunal a quo, é possível o conhecimento da exação cobrada, tendo ensejado ao executado o exercício da ampla defesa. Eventuais falhas formais não afetam a validade do título se não redundarem prejuízos para a defesa. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.833.673/ES, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 14/9/2021, DJe de 16/9/2021; AgRg no AR Esp 64.755/MG, relator Ministro Francisco Falcão, Primeira TurmA, DJe de 30/3/2012; REsp 760.752/SC, relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 2/4/2007, p. 237; R Esp 271.584/PR, relator Ministro José Delgado, Primeira Turma, DJ de 5/2/2001, p. 80. V - Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto contra decisão da presidência do STJ que julgou agravo apresentado por Banco do Brasil S.A. contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O recurso especial, fundamentado no art. 105, III, a e c, da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, assim resumido: APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO - MULTA ADMINISTRATIVA - PROCON - SENTENÇA QUE RECONHECEU A NULIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO - NÃO CONFIGURADA - TÍTULO EXECUTIVO QUE PREENCHE OS REQUISITOS DO ARTIGO 202, III DO CTN E ARTIGO 2º, §5º, III DA LEI 6.830/1980 - DEVIDO PROCESSO LEGAL OBSERVADO- POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MULTA PELO PROCON - SENTENÇA REFORMADA - INVERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA - RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. Quanto à controvérsia, pelas alíneas a e c do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação e interpretação divergente do art. 202, III, do CTN e do art. 2º, § 5º, III, da Lei n. 6.830/1980, no que concerne à nulidade da CDA que embasa a execução fiscal, pois não preenche todos os requisitos legais de validade do título executivo, já que não indica a origem, a natureza e o fundamento legal da dívida, trazendo a seguinte argumentação: No vertente caso, ficou evidente no acórdão recorrido, o descumprimento da legislação supramencionada pois, o Tribunal tenta suprimir uma exigência legal, qual seja, a necessidade de previsão expressa na CDA do dispositivo legal violado, sob o argumento de que, a simples informação do número do processo administrativo, onde se discutiu a dívida, supriria a previsão legal. Contudo, Eméritos Julgadores, não estão presentes os requisitos indicados no artigo 202, III do Código Tributário Nacional e no artigo 2º, §5º, III, da Lei n.º 6.830/1980 (Lei de Execuções Fiscais) nem, tampouco, houve o lançamento habitual e assertivo do crédito tributário, caracterizando, portanto, a violação dos mencionados dispositivos legais. Ato contínuo, destaca-se nas presentes razões recursais que sequer foi indicado na CDA a origem e a natureza do débito que se pretende imputar, sendo informado tanto como fundamentação legal (enquadramento e penalidade), quanto infração e descrição do fato apenas descumprimento do disposto , impossibilitando o conhecimento da origem e natureza da malsinada certidão e evidenciando violação ao artigo 202, III do CTN e 2º, §5º III, da Lei n.º 6.830/1980, uma vez que o mesmo prevê os requisitos do lançamento do crédito tributário (fl. 199). Destaca-se que não basta que na CDA esteja destacado o número do processo administrativo que originou a dívida, como entendeu o acórdão recorrido, é imprescindível que seja apontada as irregularidades de forma especificada, e os dispositivos legais violados (fl. 200). A decisão recorrida tem o seguinte dispositivo: "Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial." No agravo interno, a parte recorrente traz, resumidamente, os seguintes argumentos: .. Sendo assim, a questão em tela, além de ser matéria de ordem pública, também se caracteriza por ser questão eminentemente de direito, para a qual desnecessária qualquer análise de questões fáticas. Logo, data venia, equivocado se mostra o entendimento de se aplicar ao caso a Súmula 7/STJ. 8. Contudo, o tribunal estadual negou vigência ao disposto no artigo 202, III do Código Tributário Nacional e no artigo 2º, §5º, da Lei n.º 6.830/1980, que assim dispõem: .. Ora, restou evidenciado no acórdão recorrido, o descumprimento da legislação supramencionada, a despeito do Tribunal tentar suprimir uma exigência legal, qual seja, a necessidade de previsão expressa na CDA do dispositivo legal violado, sob o argumento de que, a simples informação do número do processo administrativo, onde se discutiu a dívida, supriria a previsão legal. .. Todas as circunstâncias levantadas pelo Agravante levam à conclusão de que a CDA possui inúmeros vícios que acarretam sua nulidade e, caso não seja o acórdão modificado, estar-se-á possibilitando a execução de valores pela Agravada sem que esta atenda aos requisitos legais supramencionados, quais sejam, 202, III do CTN e 2º, §5º III, da Lei n.º 6.830/1980, flagrantemente violados. .. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. VÍCIOS FORMAIS NO TÍTULO EXECUTIVO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA DEFESA. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 83 DA SÚMULA DO STJ. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem, trata-se de embargos à execução fiscal relacionados à nulidade da certidão de dívida ativa originada de multa de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais). Na sentença o pedido foi julgado procedente. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para reconhecer a legalidade do crédito constante na certidão de dívida ativa. Nesta Corte, a presidência conheceu do agravo em recurso especial para não conhecer do recurso especial. II - A Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.767.027/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/5/2021, DJe 1º/7/2021; AgInt no REsp 1.532.989/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 16/11/2020, DJe 20/11/2020. III - Verifica-se que a pretensão da parte agravante é de ver reconhecida a existência de dissídio jurisprudencial, que tem por objeto a mesma questão aventada sob os auspícios da alínea a, que, por sua vez, foi obstaculizada pelo enunciado da Súmula n. 7/STJ. IV - Incide a Súmula n. 83 do STJ, haja vista que o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que não há nulidade a viciar a CDA eis que, de acordo com o declarado no acórdão do Tribunal a quo, é possível o conhecimento da exação cobrada, tendo ensejado ao executado o exercício da ampla defesa. Eventuais falhas formais não afetam a validade do título se não redundarem prejuízos para a defesa. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.833.673/ES, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 14/9/2021, DJe de 16/9/2021; AgRg no AR Esp 64.755/MG, relator Ministro Francisco Falcão, Primeira TurmA, DJe de 30/3/2012; REsp 760.752/SC, relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 2/4/2007, p. 237; R Esp 271.584/PR, relator Ministro José Delgado, Primeira Turma, DJ de 5/2/2001, p. 80. V - Agravo interno improvido. VOTO O agravo interno não merece provimento. A parte agravante repisa os mesmos argumentos já analisados na decisão recorrida. Quanto à controvérsia, o Tribunal de origem se manifestou nos seguintes termos: Vê-se, pois, que o título em questão, atende aos requisitos previstos no artigo 202 do Código Tributário Nacional e artigo 2º, §5º, da Lei n.º 6.830/1980, motivo pelo qual, não há que se falar em nulidade e nem em ausência de liquidez, exigibilidade e certeza do título. .. Muito embora o juízo a quo julgou procedente os embargos à execução, ao fundamento de que a CDA n. 20151802, não apresenta os requisitos elencados no art. 202 do CTN, pois informa, quanto infração e descrição do fato apenas "descumprimento do disposto". Fato é que a CDA, em sua essência, apresenta o número do processo administrativo que possibilitou a discussão da dívida em esfera administrativa, inclusive o devedor apresentou recurso de defesa. Dessa forma, o devedor consegue compreender os fundamentos da cobrança contida na referida CDA (fls. 148-150). Verifica-se, portanto, que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Para modificar a conclusão a que chegou a Corte a quo sobre o preenchimento dos requisitos da certidão de dívida ativa na hipótese dos autos, é necessário reexame de provas, impossível ante o óbice da Súmula n. 7 do STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.767.027/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/5/2021, DJe 1º/7/2021; AgInt no REsp 1.532.989/RS, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 16/11/2020, DJe 20/11/2020. Dessa forma, para rever tal posição e interpretar os dispositivos legais indicados como violados, seria necessário o reexame desses mesmos elementos fático-probatórios, o que é vedado no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese a Súmula n. 7/STJ. Ademais, verifica-se que a pretensão da parte agravante é de ver reconhecida a existência de dissídio jurisprudencial, que tem por objeto a mesma questão aventada sob os auspícios da alínea a, que, por sua vez, foi obstaculizada pelo enunciado da Súmula n. 7/STJ. Quando isso acontece, impõe-se o reconhecimento da inexistência de similitude fática entre os arestos confrontados, requisito indispensável ao conhecimento do recurso especial pela alínea c. Nesse sentido: "A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a incidência da Súmula 7/STJ também impede o conhecimento do recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional, uma vez que falta identidade fática entre os paradigmas apresentados e o acórdão recorrido". (AgInt no AREsp 1.402.598/RS, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJe de 22/5/2019.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AREsp 1.521.181/MT, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, DJe de 19/12/2019; AgInt no AgInt no REsp 1.731.585/SC, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 26/9/2018; e AgInt no AREsp 1.149.255/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 13/4/2018. In casu, ficou constatado que o procedimento administrativo oportunizou ao agravante manifestar-se em todas as suas fases, apresentar defesa escrita e também recurso administrativo da decisão condenatória, em observância aos princípios da ampla defesa e contraditório. Por fim, incide a Súmula n. 83 do STJ, haja vista que o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que não há nulidade a viciar a CDA eis que, de acordo com o declarado no acórdão do Tribunal a quo, é possível o conhecimento da exação cobrada, tendo ensejado ao executado o exercício da ampla defesa. Eventuais falhas formais não afetam a validade do título se não redundarem prejuízos para a defesa. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ISSQN. INTIMAÇÃO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. TEORIA DA APARENCIA. COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA. LOCAL ONDE EXECUTADO O SERVIÇO. ACÓRDÃO A QUO FUNDADO NOS FATOS DA CAUSA. REEXAME. IMPOSSIBLIDADE. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. EXAME PREJUDICADO. 1. A nulidade da CDA não deve ser declarada à vista de meras irregularidades formais que não têm potencial para causar prejuízos à defesa do executado, visto que o sistema processual brasileiro é informado pelo princípio da instrumentalidade das formas. Precedentes. .. (AgInt no REsp n. 1.833.673/ES, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 14/9/2021, DJe de 16/9/2021.) No mesmo sentido: AgRg no AR Esp 64.755/MG, relator Ministro Francisco Falcão, Primeira TurmA, DJe de 30/3/2012; REsp 760.752/SC, relator Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJ de 2/4/2007, p. 237; R Esp 2 71.584/PR, relator Ministro José Delgado, Primeira Turma, DJ de 5/2/2001, p. 80. Ante o exposto, não havendo razões para modificar a decisão recorrida, nego provimento ao agravo interno. É o voto.