REsp 2211473 - DECISAO
Conhecer e dar provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido e indeferir o pedido de remição de pena, por entender que, na hipótese, não houve comprovação de integração do curso ao projeto pedagógico da unidade prisional, convênio ou fiscalização por parte do estabelecimento prisional que...
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- Parties
- Recorrente: Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Apelado: Sentenciado; Instituição De Ensino: Escola Centro de Educação Profissional - CENED
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 July 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento E Provimento (decisão Reformando O Acórdão)
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido; acórdão recorrido reformado para indeferir a remição da pena.
- Legal Topics
- Remição Da Pena, Ensino À Distância, Credenciamento De Instituição, Fiscalização Da Unidade Prisional
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Parties
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Recorrente
Sentenciado
Apelado
Escola Centro de Educação Profissional - CENED
Instituição De Ensino
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento E Provimento (decisão Reformando O Acórdão)
Legal Issues
- 1 É possível conceder remição de pena por estudo à distância quando a instituição não está credenciada ou integrada ao projeto pedagógico da unidade prisional?
- 2 Quais requisitos legais e de fiscalização são necessários para validação da remição por estudo à distância, segundo art. 126 da LEP e Resolução CNJ n. 391/2021?
Ratio Decidendi
Conhecer e dar provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido e indeferir o pedido de remição de pena, por entender que, na hipótese, não houve comprovação de integração do curso ao projeto pedagógico da unidade prisional, convênio ou fiscalização por parte do estabelecimento prisional que permitisse aferir frequência e cumprimento da carga horária exigida, requisitos necessários segundo art. 126 da LEP e Resolução CNJ n. 391/2021.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido; acórdão recorrido reformado para indeferir a remição da pena.
Orders
- Conheço e dou provimento ao recurso especial.
- Reformar o acórdão recorrido.
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (e-STJ fl. 52): DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO DA PENA POR ESTUDO. ENSINO À DISTÂNCIA. CURSO NÃO CREDENCIADO. INSUFICIÊNCIA DA FISCALIZAÇÃO DO ESTADO. RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo em execução interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais contra decisão que concedeu remição de pena ao sentenciado, pela realização de curso à distância, argumentando que a instituição educacional não possuía credenciamento para ofertar o curso. II. Questão em discussão 2. A questão discutida consiste em verificar se a remição da pena pode ser concedida quando o curso realizado à distância, embora certificado por instituição educacional, não tem o devido credenciamento. III. Razões de decidir 3. A Lei de Execução Penal e a Resolução CNJ n. 391/2021 permitem a remição de pena por estudos presenciais ou à distância, desde que certificados por autoridades competentes. O credenciamento direto junto ao MEC não é exigido para remição, sendo suficiente a boa-fé do reeducando ao buscar a reintegração social. 4. Não há comprovação de má-fé do apenado, tampouco provas de omissão por parte da unidade prisional quanto ao controle da carga horária. IV. Dispositivo e tese Recurso desprovido. Tese de julgamento: "A remição de pena por estudo à distância pode ser concedida, independentemente do credenciamento específico da instituição junto ao MEC, quando comprovada a boa-fé do apenado e certificada a atividade educacional." Dispositivos relevantes citados: LEP, art. 126, §2º; Resolução CNJ n. 391/2021. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 416.050/SC, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 06/02/2018. TJMG, Agravo de Execução Penal 1.0000.23.351259-9/001, Rel. Des. Richardson Xavier Brant, julgamento em 06/05/2024. Nas razões do recurso especial (e-STJ fls. 78/87), fundado na alínea "a" e §§2º e 3º, inciso I, do permissivo constitucional, alega a parte recorrente violação do artigo 126 da LEP. Sustenta o Parquet que o apenado não tem direito à remição da pena pelo estudo à distância realizado e oferecido pela instituições de ensino CENED diante da ausência de convênio com a unidade profissional e inviabilidade de aferição da carga horário efetivamente cumprida pelo condenado. Apresentadas as contrarrazões (e-STJ fls. 91/96), Tribunal a quo admitiu o recurso especial (e-STJ fls. 101/104) e o Ministério Público Federal manifestou-se pelo provimento do recurso, em parecer assim ementado (e-STJ fls. 118/127): PENAL e PROCESSUAL PENAL. Recurso especial. Execução Penal. Remição pelo estudo. Cursos de aperfeiçoamento realizados na modalidade à distância. Entidade educacional sem autorização da autoridade educacional competente e não credenciada junto à administração penitenciária. Art. 126 da LEP e Recomendação n. 44/2013 do CNJ. Provimento do recurso especial. É o relatório. Decido. Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso. O Ministério Público Estadual pleitea a reforma do acórdão e o indeferimento da remição da pena concedida ao apenado, com fundamento na participação em curso à distância, oferecido pelo CENED. Assiste-lhe razão. A LEP disciplina a remição em caso de estudo, da seguinte forma: Art. 126. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de execução da pena. (Redação dada pela Lei n. 12.433, de 2011). § 1º A contagem de tempo referida no caput será feita à razão de: (Redação dada pela Lei n. 12.433, de 2011). I - 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar - atividade de ensino fundamental, médio, inclusive profissionalizante, ou superior, ou ainda de requalificação profissional - divididas, no mínimo, em 3 (três) dias; II - .. § 2o As atividades de estudo a que se refere o § 1o deste artigo poderão ser desenvolvidas de forma presencial ou por metodologia de ensino a distância e deverão ser certificadas pelas autoridades educacionais competentes dos cursos frequentados. § 3º Para fins de cumulação dos casos de remição, as horas diárias de trabalho e de estudo serão definidas de forma a se compatibilizarem. § 4º O preso impossibilitado, por acidente, de prosseguir no trabalho ou nos estudos continuará a beneficiar-se com a remição. § 5º O tempo a remir em função das horas de estudo será acrescido de 1/3 (um terço) no caso de conclusão do ensino fundamental, médio ou superior durante o cumprimento da pena, desde que certificada pelo órgão competente do sistema de educação. § 6º O condenado que cumpre pena em regime aberto ou semiaberto e o que usufrui liberdade condicional poderão remir, pela frequência a curso de ensino regular ou de educação profissional, parte do tempo de execução da pena ou do período de prova, observado o disposto no inciso I do § 1º deste artigo. § 6º O disposto neste artigo aplica-se às hipóteses de prisão cautelar. Na mesma linha, a Resolução n. 391, de 10/ 5/2021, do Conselho Nacional de Justiça, referendou e estabeleceu requisitos ao direito de remição da pena pela participação em práticas sociais educativas não-escolares, ao dispor, em seu art. 4º: Art. 4º O reconhecimento do direito à remição de pena pela participação em práticas sociais educativas não-escolares, excetuada a leitura, considerará a existência de projeto com os seguintes requisitos: I - especificação da modalidade de oferta, se presencial ou a distância; II - indicação de pessoa ou instituição responsável por sua execução e dos educadores ou tutores que acompanharão as atividades desenvolvidas; III - objetivos propostos; IV - referenciais teóricos e metodológicos a serem observados; V - carga horária a ser ministrada e conteúdo programático; VI - forma de realização dos registros de frequência; e VII - registro de participação da pessoa privada de liberdade nas atividades realizadas. Parágrafo único. A participação nessas práticas sociais educativas ensejará remição de pena na mesma medida das atividades escolares (artigo 3), considerando-se para o cálculo da carga horária a frequência efetiva da pessoa privada de liberdade nas atividades realizadas. Esta Corte Superior entende que "A teor do art. 126, § 2º, da LEP, o estudo desenvolvido por metodologia do ensino à distância é passível de remição e deverá ser certificado pelas autoridades competentes. Consoante o art. 4º da Resolução n. 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça, as atividades de educação não escolar, como cursos profissionalizantes, devem ser integradas ao projeto político-pedagógico da unidade prisional e realizadas por instituições de ensino autorizadas ou conveniadas com o poder público para esse propósito. (AgRg no HC n. 935.994/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 5/3/2025, DJEN de 10/3/2025, g.n.) No particular, o Tribunal de Justiça estadual manteve a remição deferida pela origem, afirmando que a Lei de Execução Penal exige tão somente a certificação, pela autoridade educacional competente, dos cursos frequentados - tanto aqueles desenvolvidos de forma presencial quanto a distância -, não havendo nenhuma exigência no tocante a fiscalização das atividades por parte do estabelecimento prisional. De mais a mais, a legislação nem mesmo estabelece a exigência de que a instituição de ensino, onde o reeducando realizou o curso profissionalizante, esteja conveniada com a unidade prisional. (e-STJ fls. 57/58) Apesar do CENED possuir convênio com o Poder Público para o oferecimento de determinados cursos à distância, as instâncias originárias certificam que a referida instituição não está incluída no projeto pedagógico da unidade prisional, tampouco houve comprovação de controle de frequência, aproveitamento e acompanhamento realizados pelo estabelecimento prisional. Assim sendo, reputa-se ilegal a remição efetivada pela origem com base apenas no certificado do CENED, mas sem a existência de convênio ou fiscalização por parte do estabelecimento prisional. "A negativa da remição encontra amparo na jurisprudência desta Corte Superior, de que "a remição de pena pelo estudo somente é possível quando devidamente acompanhados de dados a respeito de carga diária de estudos, frequência escolar e métodos de avaliação empregados, além de haver habilitação da instituição para ministrar os cursos, nos termos do art. 126, §§ 1.º e 2.º, da Lei de Execução Penal - LEP" (AgRg no HC n. 887.730/SC, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 18/6/2024, DJe de 25/6/2024). .. (AgRg no HC n. 935.994/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 5/3/2025, DJEN de 10/3/2025, g.n.). Nessa linha: EXECUÇÃO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. REMIÇÃO DE PENA POR ESTUDO A DISTÂNCIA. REQUISITOS NÃO ATENDIDOS. RECURSO IMPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de habeas corpus, no qual se pleiteava a remição de pena por estudo a distância, com base em certificado de curso de informática emitido por instituição não credenciada junto às autoridades educacionais competentes. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em saber se a remição de pena por estudo a distância pode ser concedida sem a comprovação de certificação por autoridade educacional competente e sem a demonstração de integração do curso ao projeto político-pedagógico da unidade prisional. III. Razões de decidir 3. A remição de pena por estudo a distância exige certificação pelas autoridades educacionais competentes, conforme o art. 126, § 2º, da LEP, e a integração ao projeto político-pedagógico da unidade prisional, conforme a Resolução CNJ n. 391/2021. 4. A documentação apresentada pelo reeducando não comprovou a certificação por autoridade educacional competente, a frequência escolar, a vinculação ao projeto político-pedagógico da unidade prisional, nem a existência de convênio com a instituição de ensino. 5. A revisão das conclusões adotadas pelas instâncias originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é inviável na via do habeas corpus. IV. Dispositivo e tese 6. Agravo regimental improvido. Tese de julgamento: "1. A remição de pena por estudo a distância exige certificação pelas autoridades educacionais competentes e integração ao projeto político-pedagógico da unidade prisional. 2. A ausência de comprovação desses requisitos inviabiliza a concessão do benefício". Dispositivos relevantes citados: LEP, art. 126, § 2º; Resolução CNJ n. 391/2021, art. 4º. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 478.271/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 15/8/2019; STJ, AgRg no HC 799.281/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 14/8/2023; STJ, AgRg no HC n. 827.143/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 2/10/2023; (AgRg no HC n. 978.815/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 26/3/2025, DJEN de 2/4/2025, g.n.) AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. REMIÇÃO. ESTUDO À DISTÂNCIA. FISCALIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA. RESOLUÇÃO N. 391/2021 DO CNJ. NÃO OBSERVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A teor do art. 126, § 2º, da LEP, o estudo desenvolvido por metodologia do ensino à distância é passível de remição e deverá ser certificado pelas autoridades competentes. Consoante o art. 4º da Resolução n. 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça, as atividades de educação não escolar, como cursos profissionalizantes, devem ser integradas ao projeto político-pedagógico da unidade prisional e realizadas por instituições de ensino autorizadas ou conveniadas com o poder público para esse propósito. 2. Na hipótese, o reeducando apresentou certificado de conclusão e conteúdo programático referente a dois cursos - Direção Defensiva e Auxiliar de Oficina Mecânica -, na modalidade de ensino à distância, com carga horária de 180 horas, cada, disponibilizada em instituição denominada Escola CENED. A realização do EAD não foi informada ou fiscalizada pela unidade prisional, ou pelo Juiz da Execução. Segundo o Magistrado, "não há comprovação de que tal instituição e respectivos cursos oferecidos possuem convênio com o Poder Público e estão incluídas em projeto pedagógico da unidade prisional", assim como "não houve comprovação de controle de frequência, aproveitamento e acompanhamento realizados pela unidade prisional". 3. A negativa da remição encontra amparo na jurisprudência desta Corte Superior, de que "a remição de pena pelo estudo somente é possível quando devidamente acompanhados de dados a respeito de carga diária de estudos, frequência escolar e métodos de avaliação empregados, além de haver habilitação da instituição para ministrar os cursos, nos termos do art. 126, §§ 1.º e 2.º, da Lei de Execução Penal - LEP" (AgRg no HC n. 887.730/SC, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 18/6/2024, DJe de 25/6/2024). 4. Agravo regimental não provido. (AgRg no HC n. 935.994/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 5/3/2025, DJEN de 10/3/2025, g.n.) DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. REMIÇÃO DE PENA POR ESTUDO. ENSINO A DISTÂNCIA. REQUISITOS NÃO COMPROVADOS. RECURSO DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu de habeas corpus impetrado contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que manteve a decisão de primeiro grau indeferindo pedido de remição de pena por estudo. 2. O pedido de remição foi baseado na conclusão de cursos profissionalizantes na modalidade de ensino à distância, com apresentação de certificados que indicavam a carga horária total, mas sem comprovação da frequência efetiva e do cumprimento das horas diárias exigidas. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se a apresentação de certificados de conclusão de cursos à distância, sem comprovação da frequência efetiva e do cumprimento das horas diárias exigidas, é suficiente para a concessão da remição de pena por estudo, conforme o art. 126 da Lei de Execução Penal. III. Razões de decidir 4. A decisão singular foi mantida, pois os certificados apresentados não comprovaram a frequência efetiva do apenado nos cursos, nem o cumprimento das horas diárias exigidas para a remição de pena. 5. A jurisprudência desta Corte exige a comprovação da frequência e do cumprimento das horas de estudo, para a concessão da remição de pena por estudo. 6. A ausência de fiscalização das horas de estudo realizadas à distância inviabiliza a remição pretendida, conforme entendimento consolidado do STJ. IV. Dispositivo e tese 7. Recurso desprovido. Tese de julgamento: "1. A remição de pena por estudo exige a comprovação da frequência efetiva e do cumprimento das horas diárias exigidas, conforme o art. 126 da Lei de Execução Penal. 2. A ausência de fiscalização das horas de estudo realizadas à distância inviabiliza a remição pretendida." Dispositivos relevantes citados: LEP, art. 126; Resolução nº 391/2021 do CNJ. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 640.074/PR, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 17/05/2021; STJ, AgRg no HC 643.088/SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 15/03/2021; STJ, HC 462.379/MG, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 28/03/2019. (AgRg no HC n. 970.372/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 26/3/2025, DJEN de 8/4/2025.) Ante o exposto, com fundamento no art. 932, inciso III, do CPC, c/c o art. 255, parágrafo §4º, inciso III, do RISTJ e Súmula n. 568/STJ, conheço e dou provimento ao recurso especial para reformar o acórdão recorrido e indeferir o pedido de remição da pena amparado na conclusão de curso à distância de "Auxiliar de Pedreiro", com carga horária de 180 (cento e oitenta) horas, ministrado pela Escola Centro de Educação Profissional - CENED (seq. 302.2) (e-STJ fl. 55). Intimem-se. EMENTA