AREsp 2385856 - ACORDAO
Conheceram-se os agravos e, porque o Tribunal de origem corretamente compatibilizou a produção da perícia com a fase de liquidação sem demonstrar prejuízo (impossibilitando o reexame das provas por Súmula 7), manteve-se a qualificação fática de boa-fé inicial; todavia, por violação à finalidade do art. 1.219 do Código Civil, o direito de retenção reconhecido deve perdurar não apenas até a realização da perícia, mas até a efetiva indenização ou integral compensação dos valores apurados, razão pela qual se negou provimento ao recurso de SÉRGIO e se deu parcial provimento aos recursos de DIEGO e EDVALDO para estender a retenção até o pagamento/compensação.
- Parties
- Autor E Recorrente: SÉRGIO MIRANDA ALENCAR GONDIM; Réu E Recorrente: DIEGO DE OLIVEIRA LIMA MACHADO; Réu E Recorrente: EDVALDO JESUS DOS SANTOS; Réu (ilegitimidade Passiva): SALATIEL MACHADO DA SILVA; Parte Restituída: DIEGO LIMA MACHADO DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial/recursos Especiais / Julgamento Colegiado (quarta Turma) Sessão Virtual De 09/12/2025 a 16/12/2025
- Legal Topics
- Rescisão Contratual, Reintegração De Posse, Direito De Retenção, Indenização Por Benfeitorias, Cerceamento De Defesa, Prequestionamento, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
SÉRGIO MIRANDA ALENCAR GONDIM
Autor E Recorrente
DIEGO DE OLIVEIRA LIMA MACHADO
Réu E Recorrente
EDVALDO JESUS DOS SANTOS
Réu E Recorrente
SALATIEL MACHADO DA SILVA
Réu (ilegitimidade Passiva)
DIEGO LIMA MACHADO DA SILVA
Parte Restituída
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial/recursos Especiais / Julgamento Colegiado (quarta Turma) Sessão Virtual De 09/12/2025 a 16/12/2025
Legal Issues
- 1 Alegação de cerceamento de defesa pela suposta indeferimento de provas e possibilidade de realização da perícia apenas em liquidação
- 2 Qualificação da posse (boa-fé inicial versus má-fé posterior) e seus efeitos sobre direito de retenção e indenização por benfeitorias
- 3 Extensão temporal do direito de retenção e se deve perdurar até a efetiva indenização ou apenas até a perícia
Ratio Decidendi
Conheceram-se os agravos e, porque o Tribunal de origem corretamente compatibilizou a produção da perícia com a fase de liquidação sem demonstrar prejuízo (impossibilitando o reexame das provas por Súmula 7), manteve-se a qualificação fática de boa-fé inicial; todavia, por violação à finalidade do art. 1.219 do Código Civil, o direito de retenção reconhecido deve perdurar não apenas até a realização da perícia, mas até a efetiva indenização ou integral compensação dos valores apurados, razão pela qual se negou provimento ao recurso de SÉRGIO e se deu parcial provimento aos recursos de DIEGO e EDVALDO para estender a retenção até o pagamento/compensação.
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