REsp 2021498 - ACORDAO
O STJ concluiu que a Justiça brasileira é competente para decidir sobre o destino dos bens apreendidos em cooperação jurídica internacional com fundamento no Decreto 8.833/2016 e no art. 46, nº 24 da Convenção de Mérida; constatou que, diante da absolvição do recorrente e da nulidade absoluta declarada pelo STF, os fundamentos das medidas assecuratórias tornaram-se insubsistentes; e entendeu que, diante de ilegalidade manifesta, a concessão de ofício para o levantamento das medidas assecuratórias é juridicamente admissível, razão pela qual negou provimento ao agravo regimental mantendo a ordem de levantamento.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento)
- Legal Topics
- Restituição De Bens Apreendidos, Cooperação Jurídica Internacional, Medidas Assecuratórias Patrimoniais, Competência Da Justiça Brasileira, Ordem De Ofício, Operação Lava Jato
Case Brief
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Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento)
Legal Issues
- 1 Competência para decidir sobre a restituição de bens apreendidos no âmbito da cooperação jurídica internacional
- 2 Manutenção das medidas assecuratórias após absolvição do recorrente e declaração de nulidade pelo STF
- 3 Adequação da concessão da ordem de ofício pelo STJ
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que a Justiça brasileira é competente para decidir sobre o destino dos bens apreendidos em cooperação jurídica internacional com fundamento no Decreto 8.833/2016 e no art. 46, nº 24 da Convenção de Mérida; constatou que, diante da absolvição do recorrente e da nulidade absoluta declarada pelo STF, os fundamentos das medidas assecuratórias tornaram-se insubsistentes; e entendeu que, diante de ilegalidade manifesta, a concessão de ofício para o levantamento das medidas assecuratórias é juridicamente admissível, razão pela qual negou provimento ao agravo regimental mantendo a ordem de levantamento.
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