AREsp 2510493 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a matéria suscitada possui caráter constitucional e sua apreciação compete ao Supremo Tribunal Federal; no mérito administrativo, reconheceu-se o direito de servidor aposentado com garantia de paridade à análise do pedido de RSC com base nas experiências e titulação...
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- Parties
- Autor: parte autora; Ré: ré
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 February 2024
- Procedural Posture
- Ação Ordinária / Agravo Em Recurso Especial Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Recurso especial não conhecido; agravo em recurso especial conhecido quanto à matéria não repetitiva; majoração de honorários advocatícios determinando acréscimo de 1% sobre o valor já fixado
- Legal Topics
- Retribuição Por Titulação, Reconhecimento De Saberes E Competências (rsc), Paridade, Prescrição/decadência, Honorários Advocatícios, Competência
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Parties
parte autora
Autor
ré
Ré
Procedural Posture
Ação Ordinária / Agravo Em Recurso Especial Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Direito da autora ao Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) Nível II e consequente majoração da Retribuição por Titulação (RT)
- 2 Aplicabilidade da Lei 12.772/2012 a servidor aposentado antes de 01/03/2013
- 3 Alcance da garantia de paridade para inativos/pensionistas
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a matéria suscitada possui caráter constitucional e sua apreciação compete ao Supremo Tribunal Federal; no mérito administrativo, reconheceu-se o direito de servidor aposentado com garantia de paridade à análise do pedido de RSC com base nas experiências e titulação obtidas até a inativação, e aplicou-se a regra de prescrição de cinco anos para parcelas vencidas em obrigação de trato sucessivo.
Court Disposition
Recurso especial não conhecido; agravo em recurso especial conhecido quanto à matéria não repetitiva; majoração de honorários advocatícios determinando acréscimo de 1% sobre o valor já fixado
Orders
- Não conhecer do recurso especial
- Conhecer do agravo em recurso especial quanto à matéria não repetitiva
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Na origem trata-se de ação ordinária objetivando declarar o direito da parte autora à obtenção do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) Nível II para fins de percepção da Retribuição por Titulação correspondente aos requisitos atingidos mediante submissão ao procedimento de avaliação pela UFSC, devendo ser considerado o conhecimento, as habilidades e atividades acadêmicas desenvolvidas pela requerente até a data de concessão de sua aposentadoria, determinar que a ré promova em tempo razoável a avaliação do preenchimento dos requisitos legais para concessão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) Nível II requerido pela autora e, uma vez concluída a avaliação, que inclua o resp ectivo pagamento da Retribuição por Titulação em quantia correspondente aos requisitos atingidos pela postulante nos proventos de aposentadoria dela Na sentença julgou-se o pedido procedente em parte. No Tribunal a quo a sentença foi mantida. O valor da causa foi fixado em R$ 200.552,47. O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO, contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: ADMINISTRATIVO. CARREIRA DE MAGISTÉRIO DO ENSINO BÁSICO,TÉCNICO E TECNOLÓGICO. RETRIBUIÇÃO POR TITULAÇÃO. RECONHECIMENTO DE SABERES E COMPETÊNCIAS. LEI Nº12.772/2012. SERVIDOR PÚBLICO APOSENTADO. LEGITIMIDADEPASSIVA. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. HONORÁRIOSADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO RECURSAL. 1. A instituição de ensino superior é autarquia federal com personalidade jurídica própria e autonomia administrativa e financeira, razão pela qual está apta a ocupar o pólo passivo de demandas ajuizadas por seus servidores públicos 2. A competência normativa/regulamentadora atribuída ao Ministério do Planejamento, mormente no tocante a questões orçamentárias, não implica a necessidade de direcionamento da demanda contra a respectiva pessoa jurídica (União). 3. Ao servidor público aposentado/pensionista, integrante da Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, que se inativou antes da produção dos efeitos da Lei n.º 12.772/2012, em 01.03.2013 (art. 1º),e tem a garantia de paridade, deve ser assegurado o direito à análise de pedido de avaliação administrativa do implemento dos requisitos necessários para a obtenção da vantagem "Reconhecimento de Saberes e Competências", aproveitando as experiências profissionais e a titulação obtidas durante o exercício do cargo até a inativação (que nesse período reverteram em proveito da Administração), com base na regulamentação vigente a época do requerimento. 4 Honorários advocatícios mantidos conforme determinado na r. sentença, devendo ser elevada a verba honorária para 11% sobre a mesmabase de cálculo, em conformidade com o §11 do art. 85 do CPC, levando emconta o trabalho adicional do procurador da parte autora na fase recursal. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Importante ressaltar que a controvérsias n. 461/STJ (Definir a possibilidade de extensão do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), modo especial de cálculo da Retribuição por Titulação (RT), ao servidor aposentado anteriormente à Lei 12.772/2012) foi cancelada em razão do decurso do prazo para julgamento. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: E, como a prestação aqui deduzida envolve obrigação de trato sucessivo, a prescrição atinge apenas as parcelas vencidas há mais de cinco anos, contados retroativamente da data de propositura da ação, nos termos do entendimento plasmado na Súmula 85 do STJ, pouco importando, para tanto, a data da aposentadoria da autora, cujos proventos vêm sendo pagos a menor mês a mês, renovando-se, assim, a ilegalidade ensejadora da pretensão. Não tem sentido nenhum, por outro lado, a alegada decadência "para aqueles benefícios que já foram concedidos a mais de 5(cinco) anos, nos termos do art. 54 da Lei nº 9784/99". A uma, porque não se está aqui diante de direito postestativo. E, a duas, porque o dispositivo legal citado aplica-se apenas em desfavor da própria Administração Pública, limitando no tempo o exercício da autotutela. .. Questão controvertida diz respeito à majoração da Retribuição por Titulação - RT, com fundamento no "Reconhecimento de Saberes e Competências - RSC", em favor de aposentados/pensionistas que têm direito à paridade e se aposentaram antes de 01/03/2013, data a partir da qual passou a produzir efeitos financeiros o Plano de Carreiras e Cargos de Magistério Federal, conforme arts. 1º e 16 da Lei 12.772-2012, c/c respectivo Anexo IV. Assim, no plano normativo a presente lide passa pelo exame de duas questões fundamentais: (1) se a parte autora possui ou não o direito à paridade; e (2) se aRSC é compatível ou não com a garantia da paridade. .. Especificamente em relação à vantagem Reconhecimento de Saberes e Competências - RSC é exclusiva dos ocupantes de cargos da Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (art. 18 da Lei12.772/12). A referida vantagem permite majorar em patamar imediatamente superior o valor pago à título de Retribuição por Titulação - RT , mediante valorização das experiências profissionais dos integrantes da carreira (art. 8ºda Resolução CPRSC nº 1/2014). Assim, em tese, se um servidor estiver recebendo Retribuição por Titulação - RT com base em títulos de graduação/pós-graduação lato sensu/mestrado, pode, por força da RSC, receber, respectivamente, RT equivalente ao nível equivalente de especialização/mestrado/doutorado (art. 18, § 2º, I a III da Lei 12.772/12). A RSC é exclusiva para o pagamento majorado da Retribuição por Titulação -RT , mas "Em nenhuma hipótese, o RSC poderá ser utilizado para fins de equiparação de titulação para cumprimento de requisitos para a promoção na Carreira" (art. 19 da Lei n.º 12.772/12 c/c arts. 4º e 10 da Resolução CPRSC nº1/2014): .. Direito à paridade: alcance das EC nº 41/03, 47/05 e 70/12. A paridade, garantia constitucional do serviço público em que assegura a extensão dos reajustes/revisões futuras dos servidores ativos aos servidores inativos/pensionistas, estava prevista originariamente como regra permanente(art. 40, §4º, da CF/88) tendo sido deslocada para o § 8º, do mesmo art. 40, por força da EC 20/98, e assim remanesceu até o advento da EC 41, de 19-12-2003 (data de sua entrada em vigor) quando a matéria foi deslocada para as Emendas Constitucionais, como regra transitória, nos termos do art. 7º da EC41/03: .. Esta garantia assegurada ao servidor público inativo/pensionista possui eficácia plena e imediata, decorrente diretamente da Constituição, oque dispensa a previsão expressa no diploma legislativo da extensão da nova vantagem remuneratória aos aposentados/pensionistas, não constituindo ofensa ao princípio da legalidade, separação de poderes ou maltrato à Súmula n.º 339 do STF. Em outras palavras, o silêncio do diploma legislativo não é suficiente para afastar a garantia da paridade. Sobre o tema, remeto aos seguintes precedentes: .. Embora de incidência ampla, a paridade não assegura a equiparação absoluta entre servidores ativos e inativos/pensionistas. Neste passo, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento deque somente se aplica às vantagens concedidas em caráter geral aos servidores públicos, independente do exercício efetivo de alguma atividade oude outra circunstância pessoal, não sendo devido nos casos de: 1) parcelas indenizatórias (ex. diárias e ajudas de custo); 2) eventuais (ex. auxílio-funeral, gratificação de férias); 3) vantagens individuais transitórias (ex. adicionais pelo exercício de cargos de confiança, adicional de insalubridade); 4) gratificações variáveis (pro labore faciendo), situações estas incompatíveis com a condição de aposentados ou pensionistas. Não constituindo gratificação paga em caráter geral, é lícito ao legislador estabelecer percentuais diversos entre servidores ativos e inativos/pensionistas, sem que configure ofensa a paridade. .. Destarte, resta afastado óbice da inaplicabilidade da Lei 12.772/12pelo simples fato de a parte beneficiária ter se aposentado após a entrada em vigor da EC n.º 41/2003, vez que: 1) existem diversas regras transitórias que asseguram a paridade para os que se aposentarem depois da EC n.º 41/2003(como visto acima); 2) o ato de aposentadoria ocorreu de forma voluntária, não compulsória. .. A Administração não pode impedir que o servidor, aposentado/pensionista que se tornou inativo antes da produção dos efeitos da Lei12.772/72, ou seja, em 1-3-2013 (Lei 12.772: art. 1º) e tem garantia de paridade dos seus benefícios previdenciários, possa comprovar requisitos necessários para vantagem Reconhecimento de Saberes e Competências- RSC, utilizando das experiências profissionais obtidas durante o exercício do cargo até a inativação, com base na regulamentação vigente a época do requerimento. .. A parte autora, servidor(a) público(a) federal, aposentou-se em24/03/2000, vale dizer, tem assegurado o direito à paridade. Logo, faz jus à obtenção da vantagem Reconhecimento de Saberes e Competências - RSC, com base nas experiências profissionais e titulação obtida durante o exercício do cargo até sua inativação, não havendo se falar em ofensa ao princípio da legalidade, à separação de poderes ou à súmula n.º 339 do Supremo Tribunal Federal. Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a fundamentadamente (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". A questão controvertida foi decidida sob fundamento de cunho constitucional, transbordando os lindes específicos de cabimento do recurso especial. Assim, concluindo-se que o acórdão recorrido, ao dispor sobre a matéria, cingiu-se à interpretação de regramentos e princípios constitucionais, tem-se inviabilizada a apreciação da questão por este Tribunal, estando a competência de tal exame jungida à excelsa Corte, ex vi do disposto no art. 102 da Constituição Federal, sob pena de usurpação daquela competência. Nesse panorama, verificado que a matéria veiculada no recurso especial é própria de recurso extraordinário, apresenta-se evidente a incompetência do Superior Tribunal de Justiça para analisar a questão, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. No mesmo sentido, destaco os seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3 DO STJ. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. EXAME DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PIS E COFINS. JUROS SOBRE CAPITAL PRÓPRIO - JCP. NÃO INCIDÊNCIA DE PIS E COFINS NA VIGÊNCIA NA LEI Nº 9.718/1998. PRECEDENTE EM RECURSO ESPECIAL REPETITIVO. 1. Afastada a alegada ofensa ao art. 1.022 do CPC, eis que o acórdão recorrido se manifestou de forma clara e fundamentada sobre a matéria posta em debate na medida necessária para o deslinde da controvérsia. Não há que se falar, portanto, em negativa de prestação jurisdicional, visto que tal somente se configura quando, na apreciação de recurso, o órgão julgador insiste em omitir pronunciamento sobre questão que deveria ser decidida, e não foi. 2. A alegação no sentido de que os valores decorrentes de juros de capital próprio estariam incluídos no conceito de receita/faturamento para fins de incidência de PIS e COFINS na égide da Lei nº 9.718/1998 - quando se referem a atividades principais da pessoa jurídica - é matéria de cunho constitucional que demanda exame do art. 195 da Constituição Federal, o qual não pode ser analisado por esta Corte no âmbito do recurso especial, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, sobretudo no caso dos autos onde consta agravo à Suprema Corte. 3. Esta Corte já se manifestou em sede de recurso especial repetitivo no sentido de que não incide PIS/COFINS sobre o juros sobre o capital próprio recebido durante a vigência da Lei 9.718/98 até a edição das Leis 10.637/02 (cujo art. 1º entrou em vigor a partir de 01.12.2002) e 10.833/03, tal como no caso dos autos, que se refere apenas ao período compreendido na égide da Lei 9.718/98. (REsp 1.104.184/RS, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Seção, DJ 8.3.2012). 4. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1.841.622/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 25/5/2020, DJe 28/5/2020.) PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. AGRAVO INTERNO. ALEGAÇÕES DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO. INEXISTENTES. I - O presente feito decorre de ação que objetiva compelir o ente público a indenizar o autor por danos morais, materiais e lucros cessantes em face de acidente de trabalho. Na sentença, julgou-se procedente o pedido. No Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, a sentença foi reformada. Nesta Corte, não se conheceu do agravo em recurso especial diante da falta de impugnação dos fundamentos de inadmissão do recurso especial. II - Opostos embargos de declaração, aponta a parte embargante vícios no acórdão embargado. Não há vício no acórdão. A matéria foi devidamente tratada com clareza e sem contradições. III - Embargos de declaração não se prestam ao reexame de questões já analisadas, com o nítido intuito de promover efeitos modificativos ao recurso, quando a decisão apreciou as teses relevantes para o deslinde do caso e fundamentou sua conclusão. IV - Se o recurso é inapto ao conhecimento, a falta de exame da matéria de fundo impossibilita a própria existência de omissão quanto a esta matéria. Nesse sentido: EDcl nos EDcl no AgInt no RE nos EDcl no AgInt no REsp 1.337.262/RJ, Rel. Ministro Humberto Martins, Corte Especial, julgado em 21/3/2018, DJe 5/4/2018; EDcl no AgRg no AREsp 174.304/PR, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 10/4/2018, DJe 23/4/2018; EDcl no AgInt no REsp 1.487.963/RS, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 24/10/2017, DJe 7/11/2017. V - É vedado a esta Corte, na via especial, apreciar eventual ofensa à matéria constitucional, ainda que para fins de prequestionamento, sob pena de usurpação da competência reservada ao Supremo Tribunal Federal. Precedentes: EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp 575.787/DF, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 12/12/2017, DJe 19/12/2017; AgInt nos EDcl nos EDcl no REsp 1.677.316/SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, julgado em 5/12/2017, DJe 14/12/2017; EDcl no AgInt no REsp 1.294.078/DF, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 28/11/2017, DJe 5/12/2017. VI - A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: EDcl no AgInt no RMS 51.806/ES, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017. VII - Embargos de declaração rejeitados. (EDcl no AgInt no AREsp 1.350.925/GO, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/5/2020, DJe 20/5/2020.) Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA