REsp 2170160 - ACORDAO
Conheceu-se do recurso especial e deu-se-lhe parcial provimento para desconstituir o acórdão condenatório (rescindendo com efeitos ex tunc) e, por consequência, despronunciar o recorrente, porque a declaração unilateral lavrada em ata notarial não se presta, sem prévio e exitoso procedimento de justificação criminal sob o crivo do contraditório, a integrar a prova nova apta à revisão; ademais, o acórdão recorrido divergiu do entendimento consolidado de que condenação lastreada apenas em elementos informativos da fase inquisitorial é insustentável, justificando a desconstituição da condenação e a despronúncia.
- Parties
- Recorrente: GENETON ALVES DE MESQUITA; Recorrida: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial (apelo Interposto Contra Decisão Em Revisão Criminal) / Decisão Colegiada Recurso Conhecido E Parcialmente Provido
- Outcome
- Recurso especial conhecido e parcialmente provido.
- Legal Topics
- Revisão Criminal, Prova Nova, Justificação Criminal, Tribunal Do Júri, Elementos Informativos, Súmula 207/stj, Soberania Dos Veredictos, Despronúncia, Efeito Prodrômico
Case Brief
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Parties
GENETON ALVES DE MESQUITA
Recorrente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial (apelo Interposto Contra Decisão Em Revisão Criminal) / Decisão Colegiada Recurso Conhecido E Parcialmente Provido
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Súmula n. 207/STJ à revisão criminal quando a decisão do tribunal local foi proferida por maioria
- 2 Validade, para fins revisionais, de declaração unilateral de testemunha formalizada em ata notarial sem contraditório
- 3 Se o procedimento de justificação criminal pode reabrir a fase de instrução criminal após trânsito em julgado
Ratio Decidendi
Conheceu-se do recurso especial e deu-se-lhe parcial provimento para desconstituir o acórdão condenatório (rescindendo com efeitos ex tunc) e, por consequência, despronunciar o recorrente, porque a declaração unilateral lavrada em ata notarial não se presta, sem prévio e exitoso procedimento de justificação criminal sob o crivo do contraditório, a integrar a prova nova apta à revisão; ademais, o acórdão recorrido divergiu do entendimento consolidado de que condenação lastreada apenas em elementos informativos da fase inquisitorial é insustentável, justificando a desconstituição da condenação e a despronúncia.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e parcialmente provido.
Orders
- Desconstituição do acórdão condenatório rescindendo com efeitos ex tunc
- Despronúncia do recorrente (Geneton Alves de Mesquita)
Full Case Text
Judgment text and source record
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