MS 26565 - ACORDAO
O Agravo interno não desconstituíu os fundamentos da decisão agravada. Verificou-se que o mandado de segurança foi interposto dentro do prazo decadencial (contado da publicação da Portaria 1.327/05/06/2020 no DOU) e que havia vício de forma na Notificação dirigida ao anistiado por não especificar os fatos e fundamentos a serem impugnados, em afronta ao art. 26, §1º, VI, da Lei 9.784/99, o que comprometeu o exercício do contraditório e da ampla defesa. A aplicação do entendimento do STF (Tema 839/RE 817.338/DF) não elide a exigência de notificação específica. Diante disso manteve-se a concessão da segurança que anulou a notificação e atos posteriores, e negou-se provimento ao agravo interno.
- Parties
- Impetrante: CARLOS CARNEIRO LEMOS; Agravante: UNIÃO; Autoridade Coatora: MINISTRA DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2021
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Agravo Interno Julgamento Na Primeira Seção
- Outcome
- Agravo interno improvido; mantida decisão que concedeu a segurança em mandado de segurança
- Legal Topics
- Revisão De Anistia, Autotutela Administrativa, Notificação Para Apresentação De Defesa, Decadência, Contraditório E Ampla Defesa, Portaria 1.104/gm 3/1964, Portaria 3.076/2019
Case Brief
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Parties
CARLOS CARNEIRO LEMOS
Impetrante
UNIÃO
Agravante
MINISTRA DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Agravo Interno Julgamento Na Primeira Seção
Legal Issues
- 1 Decadência da impetração do mandado de segurança
- 2 Regularidade/formalidade da notificação para apresentação de defesa (art. 26, §1º, VI, Lei 9.784/99)
- 3 Aplicação imediata do Tema 839 (RE 817.338/DF) e possibilidade de revisão administrativa
Ratio Decidendi
O Agravo interno não desconstituíu os fundamentos da decisão agravada. Verificou-se que o mandado de segurança foi interposto dentro do prazo decadencial (contado da publicação da Portaria 1.327/05/06/2020 no DOU) e que havia vício de forma na Notificação dirigida ao anistiado por não especificar os fatos e fundamentos a serem impugnados, em afronta ao art. 26, §1º, VI, da Lei 9.784/99, o que comprometeu o exercício do contraditório e da ampla defesa. A aplicação do entendimento do STF (Tema 839/RE 817.338/DF) não elide a exigência de notificação específica. Diante disso manteve-se a concessão da segurança que anulou a notificação e atos posteriores, e negou-se provimento ao agravo interno.
Court Disposition
Agravo interno improvido; mantida decisão que concedeu a segurança em mandado de segurança
Orders
- Negar provimento ao Agravo interno interposto pela União
- Manter a decisão que concedeu a ordem no Mandado de Segurança, com a anulação da Notificação 1.514/2020/DGTI/CCP/CGP/CA e dos atos posteriores, inclusive a Portaria 1.327, de 05/06/2020
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Judgment text and source record
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