REsp 2037616 - ACORDAO

REsp 2037616 - ACORDAO

Negado provimento ao recurso especial porque, no caso concreto, o exame PET-CT, indicado por médico assistente para paciente com câncer colorretal e constante do rol da ANS, não pôde ter sua cobertura recusada apenas pela inconformidade com as DUT; a Lei nº 14.454/2022 positivou critérios para cobertura de procedimentos fora do rol e não opera retroativamente, mas aplica-se ex nunc aos tratamentos continuados; ademais, é ônus da operadora impugnar de forma específica e fundamentada a indicação médica, não bastando a mera invocação das DUT, razão pela qual foi mantida a condenação ao custeio e à indenização por danos morais, com majoração de honorários.

Parties
Recorrente: SAO FRANCISCO SISTEMAS DE SAUDE SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA; Recorrido: ELYETE FACHIM CARDOSO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
08 May 2024
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Colegiado Acórdão Da Segunda Seção
Legal Topics
Rol Da ANS, Diretrizes De Utilização (dut), Lei Nº 14.454/2022, Irretroatividade, Obrigatoriedade De Cobertura, Dano Moral

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 5 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

SAO FRANCISCO SISTEMAS DE SAUDE SOCIEDADE EMPRESARIA LIMITADA

Recorrente

ELYETE FACHIM CARDOSO

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Julgamento Colegiado Acórdão Da Segunda Seção

  1. 1 Natureza jurídica do Rol da ANS (taxativo vs. exemplificativo)
  2. 2 Efeito da Lei nº 14.454/2022 sobre cobertura de procedimentos fora do rol
  3. 3 Aplicação temporal da lei nova (irretroatividade/ex nunc)

Ratio Decidendi

Negado provimento ao recurso especial porque, no caso concreto, o exame PET-CT, indicado por médico assistente para paciente com câncer colorretal e constante do rol da ANS, não pôde ter sua cobertura recusada apenas pela inconformidade com as DUT; a Lei nº 14.454/2022 positivou critérios para cobertura de procedimentos fora do rol e não opera retroativamente, mas aplica-se ex nunc aos tratamentos continuados; ademais, é ônus da operadora impugnar de forma específica e fundamentada a indicação médica, não bastando a mera invocação das DUT, razão pela qual foi mantida a condenação ao custeio e à indenização por danos morais, com majoração de honorários.