HC 878557 - ACORDAO
Houve reforma parcial: o Tribunal entendeu que os delitos posteriores, praticados com o mesmo modus operandi, local e agente, configuram continuidade delitiva qualificada nos termos do parágrafo único do art. 71 do CP; porém o primeiro roubo (contra a vítima Fátima) teve modus operandi diverso e não reúne os requisitos objetivos para a ficção da continuidade, devendo ser contabilizado em cúmulo material com os demais crimes que permanecem em continuidade delitiva qualificada. Por isso o agravo regimental ministerial foi parcialmente provido para excluir o primeiro delito da continuidade delitiva.
- Parties
- Paciente: RAFAEL SANTOS DE OLIVEIRA; Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Impetrante: DEFENSORIA PÚBLICA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Sessão Virtual De 23/04/2024 a 29/04/2024 (sexta Turma), Julgamento Colegiado
- Outcome
- Agravo regimental ministerial parcialmente provido
- Legal Topics
- Roubo Majorado, Cúmulo Material, Continuidade Delitiva, Reconhecimento Fotográfico (art. 226 Cpp), Dosimetria, Receptação, Regime Prisional
Case Brief
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Parties
RAFAEL SANTOS DE OLIVEIRA
Paciente
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Agravante
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autoridade Coatora
DEFENSORIA PÚBLICA
Impetrante
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Sessão Virtual De 23/04/2024 a 29/04/2024 (sexta Turma), Julgamento Colegiado
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da continuidade delitiva (art. 71 CP) aos roubos praticados em sequência
- 2 Se o primeiro roubo integra a continuidade delitiva ou deve ser computado em cúmulo material
- 3 Valoração do reconhecimento fotográfico e observância do art. 226 do CPP
Ratio Decidendi
Houve reforma parcial: o Tribunal entendeu que os delitos posteriores, praticados com o mesmo modus operandi, local e agente, configuram continuidade delitiva qualificada nos termos do parágrafo único do art. 71 do CP; porém o primeiro roubo (contra a vítima Fátima) teve modus operandi diverso e não reúne os requisitos objetivos para a ficção da continuidade, devendo ser contabilizado em cúmulo material com os demais crimes que permanecem em continuidade delitiva qualificada. Por isso o agravo regimental ministerial foi parcialmente provido para excluir o primeiro delito da continuidade delitiva.
Court Disposition
Agravo regimental ministerial parcialmente provido
Orders
- Excluir da continuidade delitiva o primeiro delito de roubo (vítima Fátima)
- Manter a continuidade delitiva qualificada em relação aos demais roubos
Full Case Text
Judgment text and source record
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