AREsp 2529898 - ACORDAO
Negou-se provimento ao Agravo Interno porque o recorrente não rebateu os fundamentos do acórdão, apresentando fundamentação deficiente que justifica a inadmissibilidade do recurso (aplicação das Súmulas 284 e 283 do STF por analogia), e porque o acolhimento da tese exigiria reexame do contexto fático-probatório,...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento Colegiado (decisão Da Segunda Turma Negado Provimento)
- Outcome
- Agravo Interno não provido
- Legal Topics
- Salário Educação, Produtor Rural Pessoa Física, Súmulas (284/stf; 7/stj; 283/stf), Reexame De Fatos E Provas
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Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Colegiado (decisão Da Segunda Turma Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Conhecimento do Recurso Especial diante da deficiência de fundamentação
- 2 Vedação ao reexame de fatos e provas pelo STJ (Súmula 7/STJ)
- 3 Aplicação por analogia de óbices de súmulas do STF (284 e 283)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao Agravo Interno porque o recorrente não rebateu os fundamentos do acórdão, apresentando fundamentação deficiente que justifica a inadmissibilidade do recurso (aplicação das Súmulas 284 e 283 do STF por analogia), e porque o acolhimento da tese exigiria reexame do contexto fático-probatório, vedado pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Agravo Interno não provido
Orders
- Negar provimento ao Agravo Interno
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 18/06/2024 a 24/06/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Mauro Campbell Marques, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 284/STF. REEXAME DE FATOS. SÚMULA 7/STJ. 1. A parte não rebate os fundamentos expostos no acórdão. O não preenchimento dos requisitos constitucionais exigidos para a interposição do Recurso dirigido ao STJ caracteriza deficiência na fundamentação. Ante a motivação deficiente e a ausência de impugnação de fundamento autônomo, aplicam-se na espécie, por analogia, os óbices das Súmulas 284 e 283 do STF. 2. In casu, a Corte de origem baseou seu entendimento nas provas carreadas aos autos. Assim, acolher a tese defendida pela parte recorrente somente seria possível mediante novo exame do contexto fático-probatório da causa, o que atrai a incidência da Súmula 7/STJ. 3 . Agravo Interno não provido.
RELATÓRIO O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Cuida-se de Agravo Interno interposto da decisão monocrática da Presidência do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu do recurso, ante a incidência da Súmula 284/STF e da Súmula 7/STJ. A parte agravante insiste na matéria de mérito e requer o acolhimento do Recurso Especial. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. PRODUTOR RURAL PESSOA FÍSICA. NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL. SÚMULA 284/STF. REEXAME DE FATOS. SÚMULA 7/STJ. 1. A parte não rebate os fundamentos expostos no acórdão. O não preenchimento dos requisitos constitucionais exigidos para a interposição do Recurso dirigido ao STJ caracteriza deficiência na fundamentação. Ante a motivação deficiente e a ausência de impugnação de fundamento autônomo, aplicam-se na espécie, por analogia, os óbices das Súmulas 284 e 283 do STF. 2. In casu, a Corte de origem baseou seu entendimento nas provas carreadas aos autos. Assim, acolher a tese defendida pela parte recorrente somente seria possível mediante novo exame do contexto fático-probatório da causa, o que atrai a incidência da Súmula 7/STJ. 3 . Agravo Interno não provido. VOTO O EXMO. SR. MINISTRO HERMAN BENJAMIN (Relator): Os autos foram recebidos neste Gabinete em 19.4.2024. Na decisão recorrida, a Presidência do STJ aponta os óbices das Súmulas 284/STF e 7/STJ, uma vez que "as razões recursais delineadas no especial estão dissociadas dos fundamentos utilizados no aresto impugnado" e que "o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do acervo fático-probatório juntado aos autos". (fls. 319-321, e-STJ). Assim decidiu o Tribunal de origem (fl. 201): Ademais, a parte impetrante comprovou exercer a atividade de produtor rural como pessoa física, mediante inscrição na matrícula CEI de nº19.142.00054/83 (evento 1, ANEXO 6). De outra banda, no que se refere ao fato de o impetrante exercer a atividade rural na condição de pessoa física, ao mesmo tempo em que é sócio de outra pessoa jurídica que desempenha atividade rural, de salientar que cabe à própria Administração fiscal atuar para coibir eventual elisão fiscal abusiva, fraude fiscal ou simulação, cabendo ao Judiciário o controle posterior dessa atuação. Aqui, considerando que não houve nenhum procedimento instaurado pelo Fisco, é de ser rejeitada a tese. De fato, a parte não rebate os fundamentos expostos no acórdão. O não preenchimento dos requisitos constitucionais exigidos para a interposição do Recurso dirigido ao STJ caracteriza deficiência na fundamentação. Ante a motivação deficiente e a ausência de impugnação de fundamento autônomo, aplicam-se na espécie, por analogia, as Súmulas 284 e 283 do STF. Nessa esteira: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO (ART. 544 DO CPC) - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - DECISÃO MONOCRÁTICA - SÚMULA N. 284 DO STF - AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. No presente caso, a parte aponta negativa de vigência ao art. 458 do CPC, porém, limita-se a atacar, em suas razões recursais, a excessividade do quantum fixado a título de dano moral. Assim, a deficiência da fundamentação do apelo extremo não permite a exata compreensão da controvérsia, estando escorreita sua inadmissibilidade. 2. A ausência de indicação expressa do ponto do decisum que confronta os dispositivos legais tidos por vulnerados não permite verificar se a legislação federal infraconstitucional restou, ou não, malferida. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp 41.941/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, DJe 29/5/2013) Ademais, in casu, a Corte de origem baseou seu entendimento nas provas carreadas aos autos. Assim, acolher a tese defendida pela parte recorrente somente seria possível mediante novo exame do contexto fático-probatório da causa, o que atrai a incidência da Súmula 7/STJ. Ausente a comprovação da necessidade de retificação a ser promovida na decisão agravada, proferida com fundamentos suficientes e em consonância com entendimento pacífico deste Tribunal, não há prover o Agravo Interno que contra ela se insurge. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o Voto.