REsp 2133862 - DECISAO
O afastamento determinado pela Lei n. 14.151/2021 apenas alterou a forma de execução do trabalho (teletrabalho/trabalho remoto) sem suspender ou interromper o contrato de trabalho, não se configurando como licença-maternidade disciplinada pelos arts. 71 a 73 da Lei 8.213/1991; equiparar o referido afastamento ao salário-maternidade implicaria conceder benefício previdenciário sem previsão legal e sem indicação da respectiva fonte de custeio, violando o art. 195, §5º, e o art. 201 da CF/1988, além de contrariar precedentes desta Corte, razão pela qual o recurso especial foi conhecido e negado provimento.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial Interposto Contra Acórdão Oriundo Do Tribunal Regional Federal Da 2ª Região (mandado De Segurança) / Decisão Final Recurso Especial Conhecido E Negado Provimento
- Outcome
- Recurso especial conhecido e negado provimento
- Legal Topics
- Salário Maternidade, Licença Maternidade, Lei N. 14.151/2021, Lei N. 14.311/2022, Contribuição Previdenciária, Pandemia Da COVID 19, Teletrabalho, Equilíbrio Financeiro E Atuarial
Case Brief
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Procedural Posture
Recurso Especial Interposto Contra Acórdão Oriundo Do Tribunal Regional Federal Da 2ª Região (mandado De Segurança) / Decisão Final Recurso Especial Conhecido E Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Pode o período de afastamento da gestante determinado pela Lei n. 14.151/2021 ser equiparado à licença-maternidade (salário-maternidade)?
- 2 É possível compensar ou deduzir dos encargos previdenciários os valores pagos pelo empregador às gestantes afastadas por força da Lei n. 14.151/2021, como se fossem salário-maternidade?
- 3 Incide o art. 394-A, § 3º, da CLT para exigir equiparação do afastamento previsto na Lei 14.151/2021 ao salário-maternidade?
Ratio Decidendi
O afastamento determinado pela Lei n. 14.151/2021 apenas alterou a forma de execução do trabalho (teletrabalho/trabalho remoto) sem suspender ou interromper o contrato de trabalho, não se configurando como licença-maternidade disciplinada pelos arts. 71 a 73 da Lei 8.213/1991; equiparar o referido afastamento ao salário-maternidade implicaria conceder benefício previdenciário sem previsão legal e sem indicação da respectiva fonte de custeio, violando o art. 195, §5º, e o art. 201 da CF/1988, além de contrariar precedentes desta Corte, razão pela qual o recurso especial foi conhecido e negado provimento.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e negado provimento
Orders
- Nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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