AREsp 1110616 - ACORDAO
A cláusula que prevê a possibilidade de não renovação automática do seguro de vida em grupo por qualquer das partes, desde que haja prévia notificação em prazo razoável, não é abusiva; em razão do mutualismo e da temporariedade do seguro coletivo, o exercício do direito de não renovação pela seguradora não fere a boa-fé objetiva nem exige comprovação prévia de desequilíbrio atuarial-financeiro, não sendo possível obrigar a seguradora a renovar indefinidamente a apólice.
- Parties
- Agravante: JOCELI MARIA LIPARACHI KNUDSEN
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Da Terceira Turma Agravo Interno Negado Provimento
- Outcome
- Agravo interno não provido
- Legal Topics
- Seguro De Vida Em Grupo, Não Renovação De Apólice, Cláusula De Não Renovação, Mutualismo, Boa Fé Objetiva, Notificação Prévia
Case Brief
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Parties
JOCELI MARIA LIPARACHI KNUDSEN
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Da Terceira Turma Agravo Interno Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Abusividade da cláusula de não renovação do seguro de vida em grupo
- 2 Efeitos do mutualismo e da temporariedade sobre a obrigação de renovação
- 3 Exigência de notificação prévia e prazo razoável
Ratio Decidendi
A cláusula que prevê a possibilidade de não renovação automática do seguro de vida em grupo por qualquer das partes, desde que haja prévia notificação em prazo razoável, não é abusiva; em razão do mutualismo e da temporariedade do seguro coletivo, o exercício do direito de não renovação pela seguradora não fere a boa-fé objetiva nem exige comprovação prévia de desequilíbrio atuarial-financeiro, não sendo possível obrigar a seguradora a renovar indefinidamente a apólice.
Court Disposition
Agravo interno não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
Judgment text and source record
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