REsp 2176725 - DECISAO
Não havendo vedação expressa na Lei Complementar nº 123/2006, a mera presença do código CNAE 6612-6/05 em listagem administrativa (Resolução CGSN) não pode, por si só, obstar a opção pelo Simples Nacional. Diante da diferença entre a atuação de agente autônomo de investimentos e de distribuidora de títulos (conforme regulamentação da CVM), e considerando que normas restritivas exigem interpretação estrita, a pessoa jurídica objeto da ação pôde optar pelo Simples Nacional e ser tributada na forma do Anexo III. Ademais, o recurso especial da Fazenda Nacional não impugnou especificamente os fundamentos decisórios do acórdão recorrido, sendo conhecido em parte e lhe negado provimento.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrida: IMPETRANTE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 November 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Monocrática Julgamento Do Recurso Especial (conhecimento Parcial E Improvimento)
- Outcome
- Recurso Especial conhecido em parte e negado provimento
- Legal Topics
- Simples Nacional, Agente Autônomo De Investimento, CNAE, Interpretação Estrita De Normas Restritivas, Honorários Recursais
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
IMPETRANTE
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Monocrática Julgamento Do Recurso Especial (conhecimento Parcial E Improvimento)
Legal Issues
- 1 Admissibilidade da adesão de pessoa jurídica composta por agente autônomo de investimento ao Simples Nacional
- 2 Se a inclusão do código CNAE 6612-6/05 impede a opção pelo Simples Nacional quando não há vedação expressa na Lei Complementar nº 123/2006
- 3 Enquadramento tributário aplicável (Anexo III vs Anexo IV/V)
Ratio Decidendi
Não havendo vedação expressa na Lei Complementar nº 123/2006, a mera presença do código CNAE 6612-6/05 em listagem administrativa (Resolução CGSN) não pode, por si só, obstar a opção pelo Simples Nacional. Diante da diferença entre a atuação de agente autônomo de investimentos e de distribuidora de títulos (conforme regulamentação da CVM), e considerando que normas restritivas exigem interpretação estrita, a pessoa jurídica objeto da ação pôde optar pelo Simples Nacional e ser tributada na forma do Anexo III. Ademais, o recurso especial da Fazenda Nacional não impugnou especificamente os fundamentos decisórios do acórdão recorrido, sendo conhecido em parte e lhe negado provimento.
Court Disposition
Recurso Especial conhecido em parte e negado provimento
Orders
- Conheço em parte do Recurso Especial
- Nego-lhe provimento
Full Case Text
Judgment text and source record
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