RHC 174870 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a decisão agravada corretamente reconheceu a atipicidade da conduta por insignificância: o crédito tributário era inferior ao parâmetro fixado para o Estado de São Paulo (1.200 UFESPs, nos termos da Lei n. 14.272/2010 e comunicado da PGE), impondo a absolvição (art. 386, III, CPP) e a rescisão do ANPP que continha cláusula de pagamento do tributo, já que a quitação extingue a punibilidade; ademais o Ministério Público tem legitimidade para agir diante da vedação do art. 28-A, §2º, III, do CPP e para zelar contra acordos desproporcionais ou teratológicos.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO; Agravado: ALAN DE SOUZA YANG
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento (sessão Virtual Da Sexta Turma, 05/03/2024 a 11/03/2024)
- Outcome
- Agravo regimental não provido; manter a decisão agravada que absolveu o recorrente
- Legal Topics
- Sonegação Fiscal, Princípio Da Insignificância, Acordo De Não Persecução Penal (anpp), Rescisão De ANPP, Extinção Da Punibilidade, Art. 28 a Do CPP, Art. 386, III Do CPP, Art. 395
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravante
ALAN DE SOUZA YANG
Agravado
Procedural Posture
Agravo Regimental No Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento (sessão Virtual Da Sexta Turma, 05/03/2024 a 11/03/2024)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade do princípio da insignificância a crimes tributários estaduais
- 2 Valor de referência aplicável para insignificância em São Paulo (1.200 UFESPs)
- 3 Validade de ANPP que impõe pagamento do tributo quando a conduta é materialmente atípica
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque a decisão agravada corretamente reconheceu a atipicidade da conduta por insignificância: o crédito tributário era inferior ao parâmetro fixado para o Estado de São Paulo (1.200 UFESPs, nos termos da Lei n. 14.272/2010 e comunicado da PGE), impondo a absolvição (art. 386, III, CPP) e a rescisão do ANPP que continha cláusula de pagamento do tributo, já que a quitação extingue a punibilidade; ademais o Ministério Público tem legitimidade para agir diante da vedação do art. 28-A, §2º, III, do CPP e para zelar contra acordos desproporcionais ou teratológicos.
Court Disposition
Agravo regimental não provido; manter a decisão agravada que absolveu o recorrente
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão que declarou a absolvição sumária do agravado e desconstituiu os efeitos do acordo de não persecução penal
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