REsp 1971871 - DECISAO

REsp 1971871 - DECISAO

O acórdão reconheceu que a cessão de uso feita pelo INSS ao Estado de Pernambuco impôs restrições que impediram o exercício dos atos possessórios em nome próprio pelo cessionário, descaracterizando-o como possuidor nos termos legais; portanto, a sujeição passiva da Taxa de Limpeza Pública permaneceu com o INSS, titular da propriedade, e cláusulas contratuais entre particulares não podem transferir ônus tributário contra a Fazenda Pública (art. 123 do CTN). Ademais, não houve obscuridade ou omissão apta a justificar acolhimento dos embargos de declaração (art. 1.022 CPC). Por esses fundamentos, o recurso especial foi negado provimento.

Parties
Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS; Recorrido: MUNICÍPIO DO RECIFE
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
07 December 2021
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito (negado Provimento)
Outcome
Recurso especial negado provimento
Legal Topics
Taxa De Limpeza Pública (tlp), Legitimidade Passiva, Cessão De Uso, Posse, Obrigação Tributária Acessória, Embargos De Declaração, Art. 1.022 CPC

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 6 Authorities cited 14 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS

Recorrente

MUNICÍPIO DO RECIFE

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão De Mérito (negado Provimento)

  1. 1 Se o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é sujeito passivo da Taxa de Limpeza Pública pelo imóvel objeto de cessão de uso ao Estado de Pernambuco
  2. 2 Se a cessão de uso transfere a condição de possuidor ou o ônus tributário para o cessionário
  3. 3 Se houve omissão/obscuridade no acórdão que justificasse acolhimento de embargos de declaração (art. 1.022 CPC)

Ratio Decidendi

O acórdão reconheceu que a cessão de uso feita pelo INSS ao Estado de Pernambuco impôs restrições que impediram o exercício dos atos possessórios em nome próprio pelo cessionário, descaracterizando-o como possuidor nos termos legais; portanto, a sujeição passiva da Taxa de Limpeza Pública permaneceu com o INSS, titular da propriedade, e cláusulas contratuais entre particulares não podem transferir ônus tributário contra a Fazenda Pública (art. 123 do CTN). Ademais, não houve obscuridade ou omissão apta a justificar acolhimento dos embargos de declaração (art. 1.022 CPC). Por esses fundamentos, o recurso especial foi negado provimento.

Court Disposition

Recurso especial negado provimento

Orders

  • Nego provimento ao recurso especial.
  • Publique-se.