AREsp 2801031 - ACORDAO
O Tribunal rejeitou a alegação de omissão/contradição porquanto o Tribunal de origem se manifestou sobre os pontos essenciais; aplicou-se o entendimento do Tema 1.199/STF, que exige dolo e comprovação de dano efetivo para tipificação da improbidade, e verificou-se que a instância ordinária afastou o dolo e a existência de prejuízo ao erário. O pedido de reenquadramento na atual redação do art. 11 da LIA é inviável, pois implicaria reexame de fatos e provas e afrontaria o princípio do ne reformatio in pejus (havia recurso exclusivo da defesa). Assim, não há vício a ser sanado, devendo o agravo interno ser negado.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO; Agravado: RONILDO ALEXANDRE DA SILVA; Agravado: IVAN RAMOS DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma (sessão Virtual)
- Outcome
- agravo interno não provido
- Legal Topics
- Tema 1.199/stf, Lei 14.230/2021, Súmula 7/stj, Art. 1.022 Do CPC, Continuidade Típico Normativa, Dolo Específico, Dano Efetivo Ao Erário
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravante
RONILDO ALEXANDRE DA SILVA
Agravado
IVAN RAMOS DA SILVA
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma (sessão Virtual)
Legal Issues
- 1 Alegação de violação do art. 1.022 do CPC (omissão, contradição ou obscuridade)
- 2 Aplicação do Tema 1.199/STF e efeitos da Lei 14.230/2021
- 3 Necessidade de demonstração de dolo específico para atos de improbidade (arts. 9,10,11 LIA)
Ratio Decidendi
O Tribunal rejeitou a alegação de omissão/contradição porquanto o Tribunal de origem se manifestou sobre os pontos essenciais; aplicou-se o entendimento do Tema 1.199/STF, que exige dolo e comprovação de dano efetivo para tipificação da improbidade, e verificou-se que a instância ordinária afastou o dolo e a existência de prejuízo ao erário. O pedido de reenquadramento na atual redação do art. 11 da LIA é inviável, pois implicaria reexame de fatos e provas e afrontaria o princípio do ne reformatio in pejus (havia recurso exclusivo da defesa). Assim, não há vício a ser sanado, devendo o agravo interno ser negado.
Court Disposition
agravo interno não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
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