REsp 1839720 - ACORDAO
A Segunda Turma entendeu que, no caso concreto, o novo Código Florestal (Lei n. 12.651/2012) não pode retroagir para atingir Termo de Ajustamento de Conduta celebrado sob a vigência do Código Florestal anterior, por configurar ato jurídico perfeito e por força do princípio tempus regit actum e da vedação ao retrocesso ambiental; além disso, o STF não apreciou de forma vinculante a matéria da retroatividade aos TACs no julgamento da ADC 42 e das ADIs referidas, de modo que não há ofensa ao entendimento da Corte Suprema que justifique afastar a jurisprudência consolidada do STJ.
- Parties
- Recorrente: Ministério Público do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Especial / Sessão Virtual Da Segunda Turma (13/02/2025 a 19/02/2025)
- Outcome
- Agravo interno improvido; manutenção da decisão recorrida
- Legal Topics
- Termo De Ajustamento De Conduta, Código Florestal (lei N. 12.651/2012), Retroatividade, Tempus Regit Actum, Ato Jurídico Perfeito, Coisa Julgada
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado de São Paulo
Recorrente
Procedural Posture
Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Recurso Especial / Sessão Virtual Da Segunda Turma (13/02/2025 a 19/02/2025)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade retroativa do Novo Código Florestal (Lei n.12.651/2012) a Termos de Ajustamento de Conduta celebrados sob a vigência da Lei n.4.771/1965
- 2 Se o Termo de Ajustamento de Conduta constitui ato jurídico perfeito imune a alterações legislativas posteriores
- 3 Se as decisões do STF nas ADC 42 e ADIs 4.901/4.902/4.903/4.937 abrangem a questão da retroatividade aos TACs
Ratio Decidendi
A Segunda Turma entendeu que, no caso concreto, o novo Código Florestal (Lei n. 12.651/2012) não pode retroagir para atingir Termo de Ajustamento de Conduta celebrado sob a vigência do Código Florestal anterior, por configurar ato jurídico perfeito e por força do princípio tempus regit actum e da vedação ao retrocesso ambiental; além disso, o STF não apreciou de forma vinculante a matéria da retroatividade aos TACs no julgamento da ADC 42 e das ADIs referidas, de modo que não há ofensa ao entendimento da Corte Suprema que justifique afastar a jurisprudência consolidada do STJ.
Court Disposition
Agravo interno improvido; manutenção da decisão recorrida
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter a decisão recorrida que deu provimento ao recurso especial e que aplicou o entendimento de que o Novo Código Florestal não retroage para atingir TACs firmados sob a vigência do Código anterior.
Full Case Text
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