AREsp 1536288 - DECISAO
O Termo de Ajustamento de Conduta, uma vez celebrado e com formalidades cumpridas, constitui ato jurídico perfeito protegido contra efeitos retroativos da legislação posterior; assim, as obrigações do TAC devem ser cumpridas segundo a legislação vigente à época de sua celebração (Lei n. 4.771/1965), mas a efetiva inscrição do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR) torna inexigível a obrigação de averbação da reserva legal na matrícula do imóvel; por isso deu-se provimento parcial ao recurso especial, mantendo o cumprimento do TAC sob a lei anterior e excluindo a necessidade de averbação no registro quando houver inscrição efetiva no CAR.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO; Embargantes/executados: Embargantes (executados)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Análise Do Recurso Especial (julgado)
- Outcome
- provimento parcial do recurso especial
- Legal Topics
- Termo De Ajustamento De Conduta (tac), Código Florestal (lei N. 4.771/1965 E Lei N. 12.651/2012), Ato Jurídico Perfeito, Tempus Regit Actum, Averbação Da Reserva Legal, Cadastro Ambiental Rural (car), Execução De Título Executivo
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravante
Embargantes (executados)
Embargantes/executados
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Análise Do Recurso Especial (julgado)
Legal Issues
- 1 Aplicação retroativa do Novo Código Florestal a TAC celebrado sob a vigência do Código anterior
- 2 Obrigatoriedade da averbação da reserva legal na matrícula do imóvel diante da inscrição no CAR
- 3 Natureza do TAC como ato jurídico perfeito e proteção contra alteração legislativa posterior
Ratio Decidendi
O Termo de Ajustamento de Conduta, uma vez celebrado e com formalidades cumpridas, constitui ato jurídico perfeito protegido contra efeitos retroativos da legislação posterior; assim, as obrigações do TAC devem ser cumpridas segundo a legislação vigente à época de sua celebração (Lei n. 4.771/1965), mas a efetiva inscrição do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR) torna inexigível a obrigação de averbação da reserva legal na matrícula do imóvel; por isso deu-se provimento parcial ao recurso especial, mantendo o cumprimento do TAC sob a lei anterior e excluindo a necessidade de averbação no registro quando houver inscrição efetiva no CAR.
Court Disposition
provimento parcial do recurso especial
Orders
- Manter a imposição de cumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta sob a regência da Lei n. 4.771/1965 (Código Florestal anterior)
- Reconhecer que a inscrição efetiva do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR) torna inexigível a obrigação de averbação da reserva legal na matrícula do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis
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