HC 695229 - DECISAO
Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça, via habeas corpus, reexaminar o conjunto fático-probatório para revisar a condenação ou a decisão que determinou interceptação; porém, constatada ilegalidade flagrante no modo de cumprimento da pena — tendo sido fixada a pena-base no mínimo legal e consideradas favoráveis todas as circunstâncias judiciais — não havia fundamento concreto para a imposição do regime fechado. Assim, sendo possível sanar a ilegalidade sem reexame probatório, concedeu-se de ofício a ordem para modificar o regime inicial para semiaberto, conforme art. 33, §§ 2º, "b", e 3º, art. 59 do CP e Súmula 440/STJ.
- Parties
- Paciente: Jonas Eduardo dos Santos Mendes Silva; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça de São Paulo; Parte Interveniente (parecer): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 October 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Habeas corpus não conhecido quanto ao mérito da condenação; ordem concedida de ofício para fixar o regime semiaberto para início do cumprimento da pena.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Regime Prisional, Interceptação Telefônica, Habeas Corpus
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Jonas Eduardo dos Santos Mendes Silva
Paciente
Tribunal de Justiça de São Paulo
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Parte Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 nulidade arguida da interceptação telefônica
- 2 aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 (tráfico privilegiado)
- 3 legalidade do regime prisional inicial fechado imposto pelo Tribunal de origem
Ratio Decidendi
Não cabe ao Superior Tribunal de Justiça, via habeas corpus, reexaminar o conjunto fático-probatório para revisar a condenação ou a decisão que determinou interceptação; porém, constatada ilegalidade flagrante no modo de cumprimento da pena — tendo sido fixada a pena-base no mínimo legal e consideradas favoráveis todas as circunstâncias judiciais — não havia fundamento concreto para a imposição do regime fechado. Assim, sendo possível sanar a ilegalidade sem reexame probatório, concedeu-se de ofício a ordem para modificar o regime inicial para semiaberto, conforme art. 33, §§ 2º, "b", e 3º, art. 59 do CP e Súmula 440/STJ.
Court Disposition
Habeas corpus não conhecido quanto ao mérito da condenação; ordem concedida de ofício para fixar o regime semiaberto para início do cumprimento da pena.
Orders
- Writ não conhecido quanto à revisão da condenação
- Ordem concedida de ofício para fixar o regime semiaberto para início do cumprimento da pena
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment