RHC 152009 - ACORDAO

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A decretação da prisão preventiva foi considerada ilegal porque o decreto prisional e a decisão que o manteve se limitaram a invocar a gravidade abstrata do crime e a existência de materialidade e indícios, sem demonstrar concretamente o periculum libertatis exigido pelo art. 312 do CPP; assim, decidiu-se por revogar a prisão preventiva e determinar a soltura do recorrente, ressalvando a possibilidade de nova custódia baseada em fundamentação concreta e atual ou a imposição de medidas do art. 319 do CPP pelo juízo local se demonstrada a necessidade.

Parties
Paciente / Recorrente: EDICLECIO FERREIRA DOS SANTOS; Impetrante: Defensoria Pública do Estado da Bahia; Autoridade Coatora: MM Juiz de Direito da Vara Crime da Comarca de Rio Real/BA; Órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (HC n. 8003363-09.2021.8.05.0000); Órgão Ministerial (parecer): Ministério Público Federal; Órgão Julgador: Superior Tribunal de Justiça - Sexta Turma
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
12 November 2021
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Acórdão (julgamento Pela Sexta Turma Do Stj)
Outcome
Recurso provido para reconhecer constrangimento ilegal e determinar a soltura do recorrente
Legal Topics
Tráfico De Drogas, Corrupção De Menores, Prisão Preventiva, Fundamentação Das Decisões Judiciais, Medidas Cautelares Alternativas

Case Brief

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Parties

EDICLECIO FERREIRA DOS SANTOS

Paciente / Recorrente

Defensoria Pública do Estado da Bahia

Impetrante

MM Juiz de Direito da Vara Crime da Comarca de Rio Real/BA

Autoridade Coatora

Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (HC n. 8003363-09.2021.8.05.0000)

Órgão Julgador De Origem

Ministério Público Federal

Órgão Ministerial (parecer)

Superior Tribunal de Justiça - Sexta Turma

Órgão Julgador

Procedural Posture

Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Acórdão (julgamento Pela Sexta Turma Do Stj)

  1. 1 legalidade da prisão preventiva
  2. 2 exigência de fundamentação concreta no decreto prisional (art. 312 do CPP)
  3. 3 possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 do CPP)

Ratio Decidendi

A decretação da prisão preventiva foi considerada ilegal porque o decreto prisional e a decisão que o manteve se limitaram a invocar a gravidade abstrata do crime e a existência de materialidade e indícios, sem demonstrar concretamente o periculum libertatis exigido pelo art. 312 do CPP; assim, decidiu-se por revogar a prisão preventiva e determinar a soltura do recorrente, ressalvando a possibilidade de nova custódia baseada em fundamentação concreta e atual ou a imposição de medidas do art. 319 do CPP pelo juízo local se demonstrada a necessidade.

Court Disposition

Recurso provido para reconhecer constrangimento ilegal e determinar a soltura do recorrente

Orders

  • Determinar a soltura do recorrente, salvo se por outro motivo estiver preso.
  • Admitir a decretação de nova custódia somente com fundamentação concreta e atual.