REsp 2118105 - ACORDAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque ficou demonstrado desvirtuamento da atuação da guarda municipal, que patrulhava com finalidade de coibir o tráfico sem relação direta com a proteção do patrimônio municipal; a busca pessoal, realizada sem justa causa e por agente sem atribuição para diligências investigativas, é ilícita e a constatação posterior de flagrante não valida a abordagem irregular, devendo prevalecer a decisão do Tribunal de origem que afastou a prova.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ; Apelado: ACUSADO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 February 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial Pela Turma
- Outcome
- Recurso especial desprovido
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Busca Pessoal, Guarda Municipal, Ilicitude Da Prova, Atribuições Constitucionais
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
Recorrente
ACUSADO
Apelado
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento Do Recurso Especial Pela Turma
Legal Issues
- 1 Pode a guarda municipal realizar busca pessoal sem justa causa?
- 2 É válida a busca pessoal realizada por guardas municipais quando não há relação direta e imediata com a proteção de bens, serviços e instalações municipais?
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque ficou demonstrado desvirtuamento da atuação da guarda municipal, que patrulhava com finalidade de coibir o tráfico sem relação direta com a proteção do patrimônio municipal; a busca pessoal, realizada sem justa causa e por agente sem atribuição para diligências investigativas, é ilícita e a constatação posterior de flagrante não valida a abordagem irregular, devendo prevalecer a decisão do Tribunal de origem que afastou a prova.
Court Disposition
Recurso especial desprovido
Orders
- Negar provimento ao recurso especial interposto pelo Ministério Público do Estado do Paraná
- Manter o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que declarou ilícita a prova obtida em busca pessoal e absolveu o acusado com base no art. 386, II, do CPP
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