RHC 219496 - ACORDAO
Não houve flagrante preparado porque a conduta ilícita (manter em depósito significativa quantidade e diversidade de entorpecentes) já existia antes da atuação policial, caracterizando crime permanente; a prisão preventiva está fundamentada concretamente na gravidade concreta da conduta e na apreensão de grande quantidade de drogas, arma de fogo produto de furto e munições, demonstrando periculosidade e risco à ordem pública nos termos do art. 312 do CPP; as condições pessoais favoráveis do agravante não afastam a necessidade da prisão, medidas cautelares diversas mostram‑se insuficientes e a prisão domiciliar não foi comprovada como cabível.
- Parties
- Agravante: TIAGO RODRIGUES DA SILVA; Interessado/órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 October 2025
- Procedural Posture
- AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS / Julgamento Em Sessão Virtual Da Quinta Turma; Agravo Regimental Não Provido
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Porte Ilegal De Arma De Fogo, Prisão Preventiva, Flagrante Preparado, Medidas Cautelares, Prisão Domiciliar
Case Brief
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Parties
TIAGO RODRIGUES DA SILVA
Agravante
Ministério Público Federal
Interessado/órgão Ministerial
Procedural Posture
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS / Julgamento Em Sessão Virtual Da Quinta Turma; Agravo Regimental Não Provido
Legal Issues
- 1 Configuração de flagrante preparado
- 2 Fundamentação da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
- 3 Relevância da quantidade e diversidade de drogas para a gravidade concreta
Ratio Decidendi
Não houve flagrante preparado porque a conduta ilícita (manter em depósito significativa quantidade e diversidade de entorpecentes) já existia antes da atuação policial, caracterizando crime permanente; a prisão preventiva está fundamentada concretamente na gravidade concreta da conduta e na apreensão de grande quantidade de drogas, arma de fogo produto de furto e munições, demonstrando periculosidade e risco à ordem pública nos termos do art. 312 do CPP; as condições pessoais favoráveis do agravante não afastam a necessidade da prisão, medidas cautelares diversas mostram‑se insuficientes e a prisão domiciliar não foi comprovada como cabível.
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