AREsp 1661315 - DECISAO
Houve bis in idem porque o Tribunal de origem utilizou a quantidade e a variedade das drogas tanto para aumentar a pena-base (primeira fase da dosimetria) quanto para modular a fração da minorante do tráfico privilegiado (terceira fase); por isso, afastou-se o uso simultâneo dessa mesma valoração, fixou-se a fração da minorante em 2/3 e redimensionaram-se as penas definitivas para o Agravante e o Corréu, sendo mantido o entendimento de que não cabe absolvição ou desclassificação por reexame probatório; questões sobre detração não foram prequestionadas e, portanto, são inadmissíveis em recurso especial (Súmula 211/STJ).
- Parties
- Agravante: GUILHERME DOS REIS SOARES; Corréu: RAFAEL DELGADO DE FIGUEIREDO; Ministério Público Federal (interessado): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão (agravo Conhecido E Parcialmente Provido)
- Outcome
- Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, dar-lhe parcial provimento.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria, Tráfico Privilegiado, Bis in Idem, Prequestionamento, Regime Prisional, Substituição Da Pena Por Restritivas De Direitos
Case Brief
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Parties
GUILHERME DOS REIS SOARES
Agravante
RAFAEL DELGADO DE FIGUEIREDO
Corréu
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Ministério Público Federal (interessado)
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão (agravo Conhecido E Parcialmente Provido)
Legal Issues
- 1 Valoração da quantidade e natureza da droga na dosimetria e vedação de utilização simultânea nas fases primeira e terceira (bis in idem)
- 2 Prequestionamento sobre a detração do tempo de prisão preventiva (Súmula 211/STJ)
- 3 Pedido de absolvição ou desclassificação para consumo próprio (art. 28 da Lei 11.343/2006)
Ratio Decidendi
Houve bis in idem porque o Tribunal de origem utilizou a quantidade e a variedade das drogas tanto para aumentar a pena-base (primeira fase da dosimetria) quanto para modular a fração da minorante do tráfico privilegiado (terceira fase); por isso, afastou-se o uso simultâneo dessa mesma valoração, fixou-se a fração da minorante em 2/3 e redimensionaram-se as penas definitivas para o Agravante e o Corréu, sendo mantido o entendimento de que não cabe absolvição ou desclassificação por reexame probatório; questões sobre detração não foram prequestionadas e, portanto, são inadmissíveis em recurso especial (Súmula 211/STJ).
Court Disposition
Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão, dar-lhe parcial provimento.
Orders
- Afastar o bis in idem decorrente da utilização simultânea da quantidade/variedade da droga para exasperar a pena-base e para modular a fração da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006.
- Fixar a fração da minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 em 2/3 (dois terços).
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