REsp 1908391 - DECISAO
Reconheceu-se a ilicitude da devassa realizada nos aparelhos celulares porque o acesso ocorreu antes de qualquer autorização judicial; a posterior decisão judicial que requereu a juntada do laudo não convalida a prova já produzida ilicitamente; portanto as provas obtidas e delas derivadas devem ser desentranhadas e o Tribunal de origem deve reexaminar a revisão criminal para verificar se restam provas autônomas e idôneas a sustentar a condenação.
- Parties
- Recorrente: JOÃO PAULO CORDEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 March 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Recurso Especial Conhecido E Parcialmente Provido
- Outcome
- Conheço e dou parcial provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Prova Ilícita, Devassa Em Aparelho Celular, Revisão Criminal, Quebra De Sigilo Telefônico, Desentranhamento De Prova
Case Brief
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Parties
JOÃO PAULO CORDEIRO
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Recurso Especial Conhecido E Parcialmente Provido
Legal Issues
- 1 Ilicitude de prova obtida de aparelho celular sem prévia autorização judicial
- 2 Efeito de decisão judicial posterior sobre prova já produzida sem autorização
- 3 Verificação de existência de prova independente e autônoma apta a sustentar a condenação
Ratio Decidendi
Reconheceu-se a ilicitude da devassa realizada nos aparelhos celulares porque o acesso ocorreu antes de qualquer autorização judicial; a posterior decisão judicial que requereu a juntada do laudo não convalida a prova já produzida ilicitamente; portanto as provas obtidas e delas derivadas devem ser desentranhadas e o Tribunal de origem deve reexaminar a revisão criminal para verificar se restam provas autônomas e idôneas a sustentar a condenação.
Court Disposition
Conheço e dou parcial provimento ao recurso especial
Orders
- Anular as provas obtidas sem prévia autorização judicial mediante devassa nos aparelhos celulares e as daí decorrentes e determinar o desentranhamento do material dos autos
- Determinar ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que retome a apreciação da Revisão Criminal para verificar se, após o desentranhamento, remanescem provas autônomas e idôneas a amparar a condenação
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