HC 1059031 - DECISAO
Havia flagrante ilegalidade na decisão recorrida ao não reconhecer o redutor do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006, tendo em vista que o paciente é primário, sem antecedentes e as quantidades apreendidas não eram expressivas; inquéritos e ações penais em curso e alegações de denúncia anônima não são, por si, fundamentação idônea suficiente para afastar o privilégio. Assim, por tratar-se de flagrante ilegalidade e nos termos do art. 647-A do CPP, concedeu-se de ofício a ordem para reduzir a pena na fração de 2/3, fixar regime aberto e substituir a pena privativa por medidas restritivas de direitos.
- Parties
- Paciente: GUILHERME ÉDIO ALVES RODRIGUES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Fiscal: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 December 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ônus: Não Conhecimento Do Writ; Concessão De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do presente habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Habeas Corpus, Tráfico Privilegiado, Regime De Cumprimento Da Pena, Substituição Por Medidas Restritivas De Direitos
Case Brief
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Parties
GUILHERME ÉDIO ALVES RODRIGUES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Fiscal
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ônus: Não Conhecimento Do Writ; Concessão De Ofício)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 Aplicabilidade do redutor do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 (tráfico privilegiado)
- 3 Valoração de inquéritos e ações penais em curso como fundamento para afastar o privilégio
Ratio Decidendi
Havia flagrante ilegalidade na decisão recorrida ao não reconhecer o redutor do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006, tendo em vista que o paciente é primário, sem antecedentes e as quantidades apreendidas não eram expressivas; inquéritos e ações penais em curso e alegações de denúncia anônima não são, por si, fundamentação idônea suficiente para afastar o privilégio. Assim, por tratar-se de flagrante ilegalidade e nos termos do art. 647-A do CPP, concedeu-se de ofício a ordem para reduzir a pena na fração de 2/3, fixar regime aberto e substituir a pena privativa por medidas restritivas de direitos.
Court Disposition
Não conheço do presente habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício.
Orders
- Reduzir a pena do paciente na fração de 2/3, fixando-a em 1 ano e 8 meses de reclusão
- Fixar o regime inicial de cumprimento da pena no regime aberto
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