RHC 236033 - DECISAO
A ordem foi denegada porque o habeas corpus não é meio adequado para decidir, liminarmente, sobre nulidade de prova digital que demanda dilação probatória, especialmente quando existem provas independentes (apreensão de drogas, depoimentos, vínculos do número telefônico a chaves PIX e contas do paciente) que afastam a plausibilidade de nulidade total; ademais, a prisão preventiva encontra fundamentação no art. 312 do CPP pela garantia da ordem pública diante da gravidade concreta do delito (quantidade de droga) e do risco de reiteração delitiva.
- Parties
- Paciente/recorrente: SYLLAS SILVA GOMES; Corréu/denunciada: ISABELLA PEREIRA DE NORONHA; Autoridade Coatora/órgão Julgador De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 April 2026
- Procedural Posture
- Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Julgamento/decisão De Denegação Da Ordem Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Ordem denegada
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Cadeia De Custódia, Prova Digital, Trancamento De Ação Penal, Prisão Preventiva, Garantia Da Ordem Pública, Reiteração Delitiva
Case Brief
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Parties
SYLLAS SILVA GOMES
Paciente/recorrente
ISABELLA PEREIRA DE NORONHA
Corréu/denunciada
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Autoridade Coatora/órgão Julgador De Origem
Procedural Posture
Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Julgamento/decisão De Denegação Da Ordem Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Viabilidade de trancamento da ação penal por alegada quebra da cadeia de custódia de evidências digitais (art. 158-A do CPP)
- 2 Legalidade da manutenção da prisão preventiva baseada na garantia da ordem pública (art. 312 do CPP) e na gravidade concreta do delito
- 3 Necessidade de dilação probatória para exame de nulidade de prova digital
Ratio Decidendi
A ordem foi denegada porque o habeas corpus não é meio adequado para decidir, liminarmente, sobre nulidade de prova digital que demanda dilação probatória, especialmente quando existem provas independentes (apreensão de drogas, depoimentos, vínculos do número telefônico a chaves PIX e contas do paciente) que afastam a plausibilidade de nulidade total; ademais, a prisão preventiva encontra fundamentação no art. 312 do CPP pela garantia da ordem pública diante da gravidade concreta do delito (quantidade de droga) e do risco de reiteração delitiva.
Court Disposition
Ordem denegada
Orders
- Ordem denegada para manter a prisão preventiva do paciente e o prosseguimento da ação penal de origem.
- Nego provimento ao recurso em habeas corpus.
Full Case Text
Judgment text and source record
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